lunes, 21 de julio de 2014

Marcano e Brahimi fecham plantel, Licá estará de saída


O plantel do FCPorto 2014-2015 está mais forte em relação à época passada. Isso não significa que o plantel do ano passado não era de qualidade. A diferença para este ano reside na aposta em vários jogadores experientes, os chamados "jogadores feitos" e no reforço de algumas posições com menos opções.

Na baliza, Fabiano será o titular indiscutível, aproveitando a ausência de Helton e Ricardo veio a custo zero para completar o trio de guarda-redes. Trata-se de um conjunto de guarda-redes de enorme experiência que dão muita segurança à equipa.

Os laterais direitos são Danilo e Opare, Victor García será o titular da equipa B mas já no ano passado foi visível que já revela qualidades para ser uma opção válida para o plantel principal.

No eixo defensivo, Mangala está de saída e confirmadas estão as contratações do internacional holandês Bruno Martins Indi e do jovem chileno Igor Lichnovsky que jogará na equipa B. Embora ainda não seja certo, Marcano, de 27 anos, será provavelmente jogador do FCPorto nos próximos dias e trará ainda mais experiência à posição. No entanto, terá naturalmente muitas dificuldades para se impor face à concorrência.

Na esquerda, continua tudo na mesma. Alex Sandro é o titularíssimo e as outras opções estão na equipa B ou também existe a possibilidade de recorrer a Ricardo e eventualmente a Indi para esta posição. Quiñones e o internacional sub-19 Rafa também oferecem as garantias necessárias para colmatar a ausência do internacional brasileiro.

O meio campo é um setor que não tem posições rigorosamente definidas por Julen Lopetegui. O treinador espanhol quer 3 elementos que saem bem a jogar num estilo de jogo com muita posse de bola e pressão alta. Daí a contratação de jogadores bastante ofensivos para esse setor...

Se atribuirmos uma função mais defensiva a alguns destes jogadores, vemos que Mikel (está afastado por vários meses por lesão) e o ex-Real Madrid Casemiro são os jogadores com as caraterísticas mais defensivas, assim como o jovem Rúben Neves, de apenas 17 anos, que está a brilhar nesta pré-época. No entanto, é provável que ganhe experiência na equipa B onde terá a forte concorrência de Tomás Podstawski. Carlos Eduardo está a ser trabalhado para ter funções mais recuadas no campo, o que pode revelar-se interessante visto que a forte concorrência mais à frente não o permite ter grande utilização.

Como organizador de jogo pode jogar o internacional português Josué, uma das figuras desta pré-época, Evandro, um dos melhores jogadores da Liga na época transata que revela uma maturidade tática acima da média, e o internacional Héctor Herrera que brilhou no último Mundial. Defour parece estar de saída para o PSV Eindhoven, ainda que não esteja confirmado.

Os médios mais criativos e mais tecnicistas são o internacional argelino Brahimi, que também pode jogar a extremo-esquerdo, o internacional colombiano Juan Quintero e o jovem espanhol Óliver Torres que veio por empréstimo do Atlético de Madrid. Este último precisará de mais tempo para se impor na equipa de Lopetegui, mas numa fase mais adiantada da época pode ser uma opção interessante em situação de calendário mais apertado e exigente.

A posição de extremo foi uma das principais preocupações da direção portista. Sami e Tello são os reforços de raiz para esta posição. Também os reforços Adrián e Brahimi têm caraterísticas e rotinas para jogar nessa função. Além dos reforços, Quaresma, Ricardo e Kelvin continuam a ser opções. Licá e Varela, cujas caraterísticas não são as ideais para o estilo de posse de bola, estarão de saída do clube. Além dos jogadores referidos, Ivo Rodrigues e Joris Kayembe são mais duas opções de qualidade, mas atuarão na equipa B.

Por último, os pontas de lança serão o internacional argelino Ghilas, o internacional espanhol Adrián e Gonçalo Paciência. Jackson dificilmente continuará no clube, pelo que o internacional mexicano Raúl Jimenez pode ser ainda mais uma opção para o ataque. O substituto óbvio para a titularidade é Ghilas, embora possa sempre haver surpresas.

2 comentarios:

  1. Um dos pontos fracos é o lateral esquerdo como no ano passado. O Alex Sandro cria enormes buracos atrás dele, que depois os centrais tem de resolver de qualquer maneira. Tiques de vedetismo não ajudam nada. Os suplentes não contam, nem mesmo para jogos do campeonato. Foi o que se viu no ano passado.

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  2. Não concordo. Os laterais esquerdos suplentes dão garantias. Além disso, há Ricardo, Opare e eventualmente Indi para fazer essa posição caso seja mesmo necessário.

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