jueves, 28 de agosto de 2014

#ACS A SEMANA PORTISTA

Resultados incertos até ao fim, várias surpresas, jogos difíceis de arbitrar e estádios com boas assistências marcam esta semana futebolística. A semana começou com o empate do Estoril em Arouca, seguiu a vitória do FCPorto em Lille. Na abertura da segunda jornada, o Vitória de Guimarães bateu o Penafiel por 3-0. O FCPorto passa teste em Paços com algumas dificuldades. Por último, Sporting e Benfica suam para vencer Arouca e Boavista, respetivamente.

Lille-FCPorto

Lopetegui apresentou um onze mais cauteloso em relação ao jogo com o Marítimo. A competição era diferente e as caraterísticas da partida também. O objetivo era conseguir um resultado positivo e calcular o nível competitivo e a qualidade de jogo do adversário é sempre difícil. Nesse sentido, esteve bem ao tirar um extremo para fortalecer a zona interior, jogando com 2 falsos extremos. Sai Quaresma, entra Casemiro: uma alteração muito ousada do treinador espanhol.

Embora o FCPorto tenha reforçado o meio campo neste encontro, o domínio dos azuis e brancos foi uma evidência desde o início da partida. Os portistas tiveram uma posse de bola assustadora na primeira parte, mas não estava a conseguir criar grandes ocasiões.

Na segunda parte, Lopetegui achou que tinha que tentar ganhar o jogo e a equipa impôs mais velocidade no jogo, criando mais perigo no último terço. O golo acabou por surgir, após um excelente cruzamento de Tello para Jackson que cabeceia para defesa do guarda-redes do Lille e Herrera aproveita para finalizar. Depois o FCPorto controlou o resto do jogo, ainda que os franceses tenham conseguido criar um ou outro lance de perigo.

Paços-FCPorto 

Muitas mudanças no onze titular. É esse o principal destaque para este jogo e é natural e de aplaudir, visto que a equipa joga 3 vezes em menos de 8 dias. Danilo, Reyes e Quaresma saltaram fora da convocatória por opção, Opare está lesionado e, no banco, estavam jogadores como Herrera, Óliver, Brahimi e Quintero! Quem se dá ao luxo de ter jogadores desta qualidade fora do onze titular, tem que ter qualidade para bater qualquer adversário.

Apesar das várias mudanças, a tendência é a mesma. O FCPorto apresentou-se novamente muito dominador, a fazer pressão muito alta, mas sempre muito pouco objetivo. Poucas grandes oportunidades de golo, mas quando a teve, voltou a ser eficaz através de Jackson Martínez. E isso tem valido para o FCPorto superar os desafios. É necessário conseguir entrar com mais facilidade no último terço com mais perigo. Isso pode ser conseguido com uma maior velocidade no jogo que não se pode exigir ainda nesta fase.

FCPorto-União da Madeira

Grande jogo na Segunda Liga, que mereceu o nosso destaque. Os azuis e brancos recebiam o líder União da Madeira, um sério candidato à subida, no Estádio do Pedroso. Não foram os vários jogadores com experiência de Primeira Liga que assustaram os jovens dragões.

Vejo tão pouca gente no estádio e calculo que os jogos do FCPorto B tenham pouca audiência. Sinceramente não entendo porquê, acho que merecem a atenção dos portistas (e não só), porque apresentam um bom futebol, fazem parte do futuro do clube e a Segunda Liga é um campeonato muito interessante com um nível competitivo bem mais elevado do que a maioria pensa. Não está assim tão aquém da Primeira Liga em termos de qualidade e trata-se de um título importante. O FCPorto está em 5 frentes: Primeira Liga, Champions, Taça de Portugal, Taça da Liga... e Segunda Liga!

A primeira parte foi equilibrada, mas a equipa de Luís Castro não estava a conseguir chegar com perigo à baliza da equipa de Vítor Oliveira. Perto do descanso, o União chega ao golo através de Élio depois de algumas boas tentativas. A experiência estava a fazer a diferença.

A equipa deve ter ouvido das boas e a atitude foi bem diferente. Os portistas foram completamente dominadores na segunda parte e mereciam a vitória. Chegaram ao golo no início da segunda parte através da conversão de uma grande penalidade por parte de Gonçalo Paciência.

O tridente ofensivo, formado por Ivo Rodrigues, Fred Maciel e Gonçalo estava a criar imenso perigo e a equipa de Luís Castro teve várias oportunidades para se colocar em vantagem no marcador. A entrada de Roniel para o lugar de Fred Maciel não alterou em nada a ambição de Luís Castro, claramente em busca da vitória. O jovem brasileiro é um agitador com qualidade técnica que pode ser uma boa opção para os próximos jogos. O resultado acabou por manter-se, embora os jovens portistas merecessem ganhar.

Luís Castro surpreendeu ao colocar Kayembe a lateral esquerdo em detrimento de Rafa. A verdade é que o extremo belga teve em bom plano, principalmente em termos ofensivos, e pode eventualmente ser uma alternativa segura a Rafa nesta posição.

rotatividade que Lopetegui tem usado é fazer aquilo que no ano passado (com Paulo Fonseca) não se fez. É verdade que a qualidade é superior este ano, mas no ano passado havia jogadores como Fabiano, Maicon, Fucile, Reyes, Herrera, Quintero e Ghilas que praticamente não jogavam. E com a qualidade exibicional de então não se admitia este tipo de desperdícios. O treinador espanhol está a usar muito bem a qualidade que tem a sua disposição. Em 3 jogos, foram utilizados 17 jogadores e todos com regularidade. Apenas Quintero, Tello, Quaresma, Adrián, Ricardo e Evandro jogaram menos de 100 minutos, mas todos têm um aceitável tempo de utilização. Com o FCPorto a lutar em 4 frentes, é necessário rodar a equipa para ter todos os jogadores em boas condições físicas e anímicas para esta longa e difícil época.

Rúben Neves é o homem do momento. A tranquilidade do miúdo em campo faz parecer que já joga a titular ali há anos. Lopetegui acha que a posição 6 é pouco para ele e decidiu colocá-lo na posição 8. A aposta no médio de 17 anos é mesmo séria. A sua qualidade de passe enquadra-se na perfeição neste estilo de jogo, tanto a 6 como a 8.

Poderia destacar outros jogadores, mas Cristian Tello está a mostrar que é uma opção válida para jogar com regularidade. Trata-se de um jogador pouco exuberante, pelo que opta por jogadas de processos relativamente simples. Não é por acaso que teve um papel importante em metade dos golos marcados pelo FCPorto esta época, tendo somado cerca de 70 minutos de jogo. A sua verticalidade e a velocidade que imprime ao jogo pode ser muito útil.

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