domingo, 7 de septiembre de 2014

#ACS: Um "Balaj" de água fria em Aveiro

Portugal perdeu em casa com a Albânia por 0-1 e a Dinamarca venceu com dificuldade a Arménia. Correu tudo mal hoje à nossa seleção, que apesar da revolução, esteve muito abaixo daquilo que pode render. Ainda assim, destaca-se uma grande penalidade por assinalar a favor de Portugal por falta sobre Pepe. Uma péssima arbitragem que permitiu o antijogo e a excessiva agressividade albanesa. Mas isso não é desculpa!

Portugal-Albânia

Paulo Bento fez uma pequena revolução no onze, como muitos pediam, embora talvez não fosse aquela que a maioria dos portugueses desejaria. Pelo menos, o resultado final (0-1) mostra que esta equipa não resultou contra um adversário com muito menos qualidade. William Carvalho e André Gomes foram aqueles que foram um exemplo dessa revolução. Ricardo Costa e Vieirinha não são habituais titulares, mas entraram por causa das lesões de Bruno Alves e Cristiano Ronaldo.

Se repararmos no onze inicial, há um facto que salta à vista: falta de "golo" de praticamente todos os jogadores. Apenas de Nani podemos considerar que finaliza com alguma facilidade. Não são Coentrão, Moutinho, André Gomes, Vieirinha e até Éder que marcam com muita frequência. E em relação a isso não há desculpa. Havia Josué, Bébé, Quaresma, Bruma e João Silva que conseguem marcar golos com muito mais facilidade do que aqueles que jogaram. Uns pela qualidade de desequilibrar e decidir jogos, João Silva pela veia goleadora e Josué pela meia distância e a bola parada.

Não foi esse o principal problema. Para quê um onze com jogadores com caraterísticas tão defensivas contra a Albânia? Os albaneses foram muito agressivos (o árbitro também o permitiu) e ter André Gomes, um jogador habitualmente pouco agressivo, no meio campo estava longe de ser o ideal. Paulo Bento voltou a preterir Josué e desta vez nem Rafa convocou. Não precisamos de número 10 para desequilibrar entre linhas e jogar no apoio a Éder? Em jogos destes, parece-me evidente que sim.

Muita coisa foi mal feita pelo selecionador, é verdade, mas também é fácil falar depois de as coisas correrem mal. No entanto, já na antevisão deste jogo tinha avisado para os extremos rápidos da Albânia e as linhas baixas. Sem Cristiano Ronaldo, era necessário ter uma equipa e isso não tivemos.

William Carvalho e Moutinho são, para mim, indiscutíveis no meio campo. Nani e Éder no ataque, também estou de acordo. Mas Ricardo Costa, André Gomes e Vieirinha não são, neste momento, jogadores adequados para serem titulares numa das seleções mais fortes do mundo. Portugal o é, tem jogadores para isso. Falta convocar o grupo certo e fazer uma equipa.

Para este jogo, se fosse eu o selecionador, seria este o onze: Rui Patrício; Pepe, Vezo, Coentrão; William, Moutinho; Nani, Josué, Bruma; Bébé e Éder. E porquê?

Bastava ter 2 centrais rápidos para segurar um avançado. Já se sabia que a Albânia não iria sair com muitas unidades para o ataque. Jogam um futebol um pouco direto, com o avançado a tentar a segurar a bola para a subida dos extremos.

Coentrão e Nani fazem o corredor imprimindo velocidade no jogo, embora Nani, que é mais ofensivo, teria que ser dobrado, em algumas ocasiões, por William em caso de contra-golpe. Com esta qualidade nas alas, a profundidade era garantida.

O meio campo defensivo, servido por Moutinho e William, dois dos melhores médios da atualidade, é um luxo e garantem a agressividade necessária para se bater com os, também agressivos, albaneses. Ainda contavam com a ajuda do 10 Josué que é indiscutivelmente agressivo.

O já referido jogador que atua, emprestado pelo FCPorto, no Bursaspor, é muito forte na meia distância, além de ser agressivo, e isso poderia ser uma das soluções para marcar a Berisha. De salientar também a sua qualidade de passe (longo) que poderia ser útil, tanto no lançamento de Coentrão e de Nani como para o chuveirinho.

Mais à frente, teríamos dois agitadores, Bébé e Bruma, com uma qualidade técnica acima da média, no apoio ao nosso ponta de lança Éder que é muito móvel. Será que, surgindo com Coentrão, Josué, Nani, Bruma, Bébé e Éder na frente, a defesa albanesa - muito esforçada, agressiva, mas mediana - não acabaria por ceder? Com remates de fora de área, com cruzamentos para a área, com lances individuais... Seja como for, ninguém acredita que Portugal, com este onze, não marcasse golos.

No hay comentarios:

Publicar un comentario

Arquívo