sábado, 4 de octubre de 2014

Modelo para ligas profissionais: 80 equipas nas ligas profissionais é possível?

O modelo para a Primeira Liga apresentado pelo Barboville Blog (ver acima) foi igualmente pensada enquanto mudança estrutural de todo o futebol português. O objetivo é aumentar a qualidade das seleções e melhorar significativamente as receitas dos clubes. Até aqui nenhuma surpresa, agora como seriam os escalões inferiores?


A Segunda Liga constituiria em 28 clubes e funcionaria exatamente da mesma maneira que a Primeira consoante o nosso modelo. 14 equipas na Liga do Norte e 14 na Liga do Sul, com apuramento das 7 melhores para a Liga de Elite e as restantes lutariam pela permanência no Campeonato da Manutenção.

A razão para um maior número de equipas em relação à Primeira tem que ver com o facto de estas equipas não estarem naturalmente nas competições europeias e normalmente não chegam a fases adiantadas da Taça de Portugal. Disputando 52 jogos no campeonato, as equipas e os jogadores das mesmas reúnem todas as condições para jogar com regularidade e ter ritmo competitivo mais que suficiente.

Gostaria que destas 28 equipas, pelo menos 10 fossem equipas B, porque estas acrescentam imensa qualidade à competição. É uma excelente montra para os menos utilizados da principal se mostrarem. Além disso, com apenas 6 equipas B, seriam 22 clubes na Segunda Liga, para além de haver 24 na Primeira. Creio que a competição perderia qualidade.

O que se pretende com isto tudo? Oferecer o maior espaço competitivo possível para os jogadores portugueses (e estrangeiros de grande valia). Para isso temos de distinguir dois conceitos: clubes e equipas. A justificação para a distinção reside no facto de nas ligas secundárias haver um número de clubes inferior ao número de equipas, isto é, as equipas B fazem parte de clubes de escalão superior.

Caso haja pelo menos 10 clubes de escalão superior disponíveis para implementar uma equipa secundária, há condições para a criação de uma Terceira Liga (profissional). E esta contaria com 28 ou 30 equipas. Em caso de 28 funcionaria tal e qual a Segunda Liga. Se houver 30, funcionará em Zona Norte, Centro e Sul com 10 equipas cada.

Pode parecer demasiado ambicioso e ousado, mas com a implementação de um elevado número de equipas secundárias (B e C) e com os campeonatos regionais tudo se torna acessível e a competição torna-se muito forte. Além disso, oferece um regresso mais facilitado a alguns históricos do nosso futebol que tanta falta fazem ao convívio dos grandes.

Para terminar, com uma cota imposta de obrigação de inscrever, no mínimo, 20 jogadores portugueses acima dos 19 anos, teríamos um número mínimo de 1200 jogadores com nacionalidade portuguesa a jogar nas competições profissionais: 20 jogadores x (24 clubes + 18 clubes + 18 clubes). Mas este número facilmente atingiria perto de 2000, porque ninguém acredita que todos os clubes queiram obcecadamente inscrever o maior número de estrangeiros possível.

Uma previsão/simulação poderia ser a seguinte:

Segunda Liga

1 Alcanenense
2 Benfica Castelo Branco
3 Trofense
4 Aves
5 Guimarães B
6 Braga B
7 Porto B
8 Marítimo B
9 Santa Clara
10 Leixões
11 Sporting B
12 Portimonense
13 Covilhã
14 Benfica B
15 Olhanense
16 Feirense
17 Académica B
18 Paços B
19 Rio Ave B
20 Belenenses B
21 Fafe
22 Varzim
23 Felgueiras
24 Salgueiros
25 Gondomar
26 Penafiel
27 Leiria
28 Gil Vicente

(Nacional B, Setúbal B?)

Terceira Liga

1 Porto C
2 Benfica C
3 Sporting C
4 Braga C
5 Marítimo C
6 Guimarães C
7 Belenenses C
8 Académica C
9 Varzim B
10 Freamunde B
11 Pedras Salgadas
12 Vianense
13 Famalicão
14 Vizela
15 Coimbrões
16 Cinfães
17 Sanjoanense
18 Cesarense
19 Pampilhosa
20 Nogueirense
21 Atlético
22 Oriental
23 Mafra
24 Sertanense
25 Casa Pia
26 1º dezembro
27 Angrense
28 Louletano
(29 Tirsense
30 Estarreja)
(Nacional C?)

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