miércoles, 12 de noviembre de 2014

Solução para a aposta no jogador português: uma cota!


Muito se tem criticado a falta de aposta nos portugueses. Vemos grandes jogadores como José Fonte ou Vieirinha a brilhar no estrangeiro sem que tenham tido uma verdadeira oportunidade em Portugal. 


Como os clubes insistem em não dar oportunidades, a solução para este problema passa introduzir uma cota, tal e qual o Barboville Blog no modelo criado para o futebol profissional em Portugal. (Basta clicar na opção "O Modelo")

Os clubes são obrigados a inscrever os jogadores na Liga de Clubes antes de os utilizar nas competições organizadas pelo órgão. Uma hipótese seria simplesmente restringir o número de estrangeiros, ou seja, aplicar um limite máximo de jogadores sem nacionalidade portuguesa. Mas a verdade é que Portugal é um membro da União Europeia e a legislação da livre circulação de pessoas não permite tal regra.

No entanto, existe uma maneira de contornar essa situação, seguindo o modelo inglês, em que existe a obrigação de inscrever um número mínimo de jogadores locais para poder competir. O que sugerimos seria um número mínimo de 20 jogadores com nacionalidade com idade superior a 19 anos.

Porquê um número tão elevado? 

Como se sabe, os clubes podem ter equipas B e C. E se o número não fosse tão alto, a cota não iria servir para nada, porque poderiam incluir facilmente alguns jogadores portugueses na equipa B, tal como sucede atualmente. Obrigando estes clubes a ter 20 portugueses SENIORES inscritos, é garantido que mesmo muitos portugueses vão competir regularmente.

Outra vantagem é que esta regra incentivaria os clubes a criar equipas secundárias. Criando equipas B e C, os clubes iriam ter vagas e jogos suficientes para dar competição aos jogadores (também aos estrangeiros, porque às vezes existe uma ou outra solução melhor e mais barata fora do país). Atualmente vemos apenas 6 equipas secundárias no futebol profissional, o que é muito pouco para a capacidade financeira que pelo menos 10 clubes da Primeira Liga têm.

Muitos jovens com talento acabam por desistir quando chegam à idade de senior por não haver oportunidades de jogar num clube que lhes permita total dedicação à modalidade. Este modelo acabaria facilmente com essa situação.

Recorde-se que o Modelo tem um objetivo ambicioso de ter 80 equipas no futebol profissional distribuídas por 3 ligas, sendo que cerca de 60 são clubes "normais" e as restantes equipas secundárias. Numa ideia pouco realista e extremamente pessimista, a cota significaria 1200 (60x20) portugueses jogassem futebol a nível profissional. Aproximando mais da realidade, porque é pouco provável que os clubes queiram estar próximos do limite mínimo, creio que se aproximaria dos 1800, talvez entre 1600 e 1700 (60x30).

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