sábado, 2 de mayo de 2015

Taça de Portugal: revolução para melhor?

A Federação Portuguesa de Futebol decidiu, esta semana, introduzir um novo modelo para a Taça de Portugal. Haverá mais participantes, os primodivisionários jogam fora na 3ª eliminatória e meia final a duas mãos mantém-se. Sem dúvida que o futebol português fica a ganhar, mas há melhorias a fazer para a competição garantir mais competitividade ao longo de toda a prova e qualidade nas decisões.

A Taça de Portugal é uma competição com muita história e, como tal, merece ter uma dimensão internacional, à semelhança do que sucede com a FA Cup e a Copa del Rey. E não podemos desculpar-nos sempre com o facto de não termos o Barcelona e o Real Madrid, duas grandes marcas de dimensão mundial, porque há outros fatores que podem tornar a Taça um produto interessante para o resto do mundo.


Além do óbvio, entre os quais estão as arbitragens que favorecem o espetáculo e as boas assistências, há outras questões que são descuradas pelo órgão que tutela o nosso futebol. O atual modelo deixa a qualidade da competição completamente nas mãos do sorteio.

Nas primeiras eliminatórias, há sempre alguns duelos entre equipas da Primeira Liga e as equipas grandes jogam geralmente com os menos utilizados. Isto faz com que algumas equipas não dêem o máximo e outras sejam eliminadas precocemente.

Por isso, relembro o nosso modelo (que explora todas as potencialidades do futebol português) que sugere a entrada direta das 8 melhores equipas nos oitavos da Taça de Portugal. Para compensar o benefício e aumentar a competitividade, estas equipas jogariam esta fase sempre fora de casa.

Para exemplificar, a próxima edição teria diretamente nesta fase Benfica, FCPorto, Sporting, Braga, Guimarães, Belenenses, Paços de Ferreira, Nacional e Rio Ave não se podiam defrontar e deslocar-se-iam à casa dos vencedores dos dezasseisavos. Ou seja, os oitavos reuniriam as 8 melhores equipas nacionais da época anterior com as 8 melhores equipas da prova até essa fase.

Convém referir que a sugestão surgiu na sequência de uma mudança no modelo das ligas profissionais que reúne condições para 80/82 equipas (com cerca de 20 equipas secundárias) divididas em 3 divisões. O aumento do número de jogos dos campeonatos (40 a 52 jornadas, dependendo da divisão) obriga a abolição da Taça da Liga e à redução de eliminatórias para estas equipas.

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