lunes, 22 de junio de 2015

Proposta Reestruturação Futebol Profissional Portugal

Já há vídeo (provisório) do nosso modelo para o futebol português. Trata-se apenas de uma base (uma simulação baseada nas atuais classificações) para que o público tenha uma ideia mais clara e estruturada da nossa proposta. 

jueves, 18 de junio de 2015

Os portugueses mandam nas ligas europeias



O treinador português está na moda, mais cotado do que nunca no futebol mundial. Na Europa, este facto é cada vez mais evidente. Em 2015, tivemos 5 treinadores lusos campeões na Europa. Na próxima época, poderão ser mais.

José Mourinho, André Villas-Boas, Jorge Jesus, Paulo Sousa e Vítor Pereira são os treinadores portugueses que conquistaram o título em Inglaterra, Rússia, Portugal, Suíça e Grécia, respetivamente. Leonardo Jardim ficou em terceiro em França e Nuno Espírito Santo foi quarto em Espanha.

A próxima época promete ser ainda melhor.

A Seleção é "Cristianodependente"?

Numa semana marcada pelo hat-trick à Arménia e pela atribuição do nome "CR7" a uma nova galáxia em clara homenagem ao craque português, Cristiano Ronaldo é, neste momento, indiscutivelmente o maior embaixador de Portugal no mundo. CR7 é a grande figura da Seleção, mas estamos assim tão dependentes do melhor jogador do mundo?

Cristiano Ronaldo entra para a história da Seleção por vários motivos. Tem 55 golos marcados, sendo já o melhor marcador de sempre, marca que tão cedo não será atingida. Já é o melhor marcador europeu de sempre em fases de qualificação (contando com as fases finais) e está a um golo do líder Robbie Keane (sem contar com as fases finais). A confirmar-se a presença no Euro 2016, será o primeiro português a estar presente em 7 fases finais. Se marcar 4 golos nesta competição, passa igualmente a ser o melhor marcador de sempre em fases finais.

Os números são, de facto, impressionantes, quiçá apenas ao alcance do melhor jogador de sempre. No entanto, Portugal é uma potência do futebol mundial e conta com vários outros craques, que por culpa do exagerado protagonismo de Cristiano Ronaldo, têm vindo a ser banalizados.

É verdade que Cristiano Ronaldo foi totalmente decisivo em jogos importantes como foi o caso contra Arménia e Dinamarca. No entanto, convém referir que vencemos recentemente a Itália e a Argentina sem participação do craque do Real Madrid, na totalidade e apenas na segunda parte respetivamente. Além disso, houve várias exibições de baixa qualidade noutros jogos por parte de CR7. 

A última semana deu boas indicações em relação ao futuro próximo da Seleção. Não pelas duas vitórias alcançadas, mas sim pelo facto de a possibilidade de CR7 jogar na posição 9 ser uma realidade. Este cenário foi sistematicamente afastado nos últimos anos e, na minha opinião, prejudicou os interesses da Seleção. Com a quantidade de extremos de topo mundial, é um desperdício ter de deixar tantos no banco. Para as alas, há Nani, Quaresma, Bernardo Silva, Bruma, entre outros.

É certo que Cristiano Ronaldo é hoje oficialmente de outra galáxia, mas convém não esquecer que, apesar da importância do capitão, Portugal continua a ser uma das melhores seleções do mundo sem ele. 

lunes, 15 de junio de 2015

E se o Celta e o Depor jogassem em Portugal?


Graças às suas regiões autónomas, a Espanha tem uma coexistência de identidades que, por vezes, chocam entre si. Já se falou muito na possibilidade de o Barcelona integrar a Ligue 1 fruto da possível independência da Catalunha, mas a possibilidade de os grandes da Galiza jogarem em Portugal nunca veio à baila. Será que não sairíamos todos a ganhar com isto?

O Deportivo e o Celta já viveram tempos melhores no futebol espanhol. A equipa de Vigo tem um quarto lugar como melhor resultado de sempre, tendo sido em 2004 a última vez que logrou tal proeza. O Deportivo até já foi campeão espanhol em 2000. Estão desde 2012 na Liga BBVA. 

A nível europeu, o Deportivo representou Espanha por 9 vezes na UEFA, tendo conseguido em 2004 uma meia final perdida para o FC Porto. Quanto ao Celta, foram 9 as presenças nas provas da UEFA, sendo uma na Liga dos Campeões em 2004.

Partilhando o campeonato com Real Madrid e Barcelona, os dois clubes mais populares e dos mais ricos do mundo, com os históricos e também poderosos Athletic, Atlético, Valência e Sevilha assim como outros clubes com algum poderio económico, é uma luta desigual para Deportivo e Celta chegarem às provas da UEFA. O principal objetivo terá de passar sempre pela manutenção, o que nem sempre é conseguido.

Tendo em conta esta situação delicada destes clubes e a falta de clubes com grandes massas adeptas, seria, pelo menos, uma hipótese a considerar para o futuro convidar os grandes da Galiza a inscreverem-se nas nossas ligas profissionais. 

O atual regulamento da federação não permite a entrada direta de um clube nestas competições. No entanto, a nossa proposta também passa por desbloquear. Mediante o pagamento de uma verba relativamente elevada (entre os 200 mil e 1 milhão de euros por equipa), haveria a possibilidade de equipas se inscreverem na Liga de Clubes.

Recorde-se ainda que o modelo prevê uma reestruturação - a médio/longo prazo - em que passariam a existir 3 ligas profissionais, nas quais participariam 82 equipas (com o incentivo para a criação de equipas B e C no segundo e no terceiro escalão).

domingo, 14 de junio de 2015

Boavista: luta pela manutenção ou pela UEFA?


O regresso do Boavista à Primeira Liga era, para muitos comentadores, uma utopia, mas os pressupostos financeiros foram assegurados e o clube não só participou na edição 2014-2015 como conseguiu realizar uma época tranquila. O objetivo foi alcançado com um plantel construído quase totalmente de raiz. Como será a próxima época com esta base e com alguns reforços de qualidade?

viernes, 12 de junio de 2015

Reduzir o número de equipas beneficia o futebol português?

A Comissão Permanente de Competições da Liga de Clubes estará a ponderar reduzir o número de equipas nos campeonatos profissionais. A proposta analisada prevê 16 na Primeira e 20 na Segunda. Avanço ou retrocesso? Isto beneficia quem? Eis as questões levantadas.

Aumentar a competitividade é o argumento frequentemente usado para justificar esta medida, mas, se observarmos as edições da Primeira Liga com 16 clubes, concluímos que não é necessariamente o caso. Além de a maior competitividade não se verificar com a redução, são retiradas receitas de Primeira Liga (essencialmente bilheteira, patrocínio e direitos televisivos) todos os anos a pelo menos 2 clubes.

Se olharmos ao número de pontos do campeão nacional nas edições com 16 equipas, vemos 69, 69, 70, 76, 84, 75, 78 e 74 entre 2006 e 2014. Dá, em média, 74,375 pontos em 90 possíveis, o que equivale a 82,64 % de aproveitamento. Na última época (18 equipas), o campeão conseguiu, num campeonato polémico (o célebre "colinho" terá beneficiado o Benfica), obter 85 pontos em 102 possíveis (83,33 % de aproveitamento).

Estas contas provam claramente que o aproveitamento do campeão da Liga com 18 clubes foi similar ao do campeão num campeonato normal de 16 equipas. Ou seja, sacrificar 2 (ou mais) clubes não aumenta a competitividade e priva-os de receitas e da montra mundial da Primeira Liga, alimentando ainda mais o fosso que existe entre os grandes e os pequenos.

Para melhorar a qualidade da competição, é necessário aumentar o número de equipas na Primeira Liga com mais descidas e subidas. Deste modo, aumenta-se a competitividade desta competição e motiva-se os clubes da Segunda a lutarem pela subida. Há vários modelos de alargamento possíveis, mas aquele que já propusemos noutra ocasião no Barboville Blog é aquele que aproveita o maior número de potencialidades do nosso futebol e das condições do nosso país.

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