jueves, 3 de diciembre de 2015

Negócio de 400 milhões com a NOS não é bom para o futebol português... nem para o Benfica!

Fonte: Desporto Sapo

O "pensar pequeno" português é, por vezes, difícil de entender. O negócio de 40 milhões/época, acordado entre Benfica e NOS, para a venda dos direitos televisivos é espetacular para o futebol português e para o próprio Benfica? 


Claro que não! Em primeiro lugar, devemos analisar os contornos deste negócio. Ainda não existe nenhuma confirmação oficial, mas sabe-se que os 40 milhões não apenas relativos aos direitos de transmissão dos jogos do Benfica em casa. O Benfica receberá 15 milhões pelo exclusivo BTV na plataforma NOS e 25 pelos próprios direitos. Agora, a minha pergunta é a seguinte: O bicampeão do quinto campeonato mais forte do mundo comprometer-se a ganhar 25 milhões por ano pelos próprios direitos é algo positivo? Se olharmos para as outras ligas de topo, facilmente percebemos que não. Basta ver as receitas da Segunda Liga Inglesa. O campeão recebe cerca de 50 milhões de euros e, com o novo acordo assinado recentemente, estes valores subirão nos próximos anos.

Em segundo lugar, questiono-me como é que um negócio paralelo com um contrato de 10 anos pode ser positivo para o futebol português. A NOS vai oferecer outros 40/ano para ao FC Porto, outros 40 para o Sporting, pelo menos metade desse valor para o Braga e por aí fora? Fala-se numa cláusula em que FC Porto e Sporting receberiam até 80% desse valor, mas alguém acredita que estes clubes vão concordar com isso? Graças a este negócio da China, a vontade de Pedro Proença de centralizar os direitos cai por terra e continuamos a assistir de braços cruzados à luta de poderes no futebol português, rejeitando, por completo, a distribuição equitativa por todos os clubes.

Publico este texto na sequência do último Mais Bastidores — até conta com dois comentadores que aprecio bastante —, em que este negócio foi muito elogiado.

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