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| Jornal de Negócios |
A centralização dos direitos televisivos faz "magia" e só os portugueses é que não querem entender isso. A Liga NOS passou a ser este ano a única liga do top-10 do Ranking da UEFA a não adotar a centralização. Os clubes - principalmente os grandes - continuam a apostar em negócios paralelos em vez de deixar a Liga fazer esse trabalho. Até 2028, Liga NOS não deverá ultrapassar o bolo de 200 milhões em direitos televisivos, enquanto a Premier League já vai em 2200 milhões de euros...
Para percebermos como existe uma disparidade desta natureza, temos de recuar até 1992. Nessa altura, os clubes ingleses reuniram-se com o intuito de fazer da Premier League uma competição apelativa, o que depois resulta em receitas impensáveis para todos os clubes. O primeiro contrato conseguido foi de 250 milhões de euros por um período de 5 temporadas, o que dá, em média, um bolo de 50 milhões. Em 1997, a Premier League celebrou um novo contrato que significou um aumento exponencial face ao anterior. O bolo de 50 milhões passou a ser de 217 por ano. A partir de 2001, os contratos começaram a fazer-se por triénios e a Premier League terá um bolo de cerca de 2200 milhões nas próximas 3 temporadas. Uma verdadeira loucura!


