jueves, 7 de enero de 2016

As opções inexplicáveis de Lopetegui num momento de grande contestação

Record
Depois de uma época e meia ao serviço do FC Porto, Julen Lopetegui está a viver um dos piores momentos da carreira. Apesar de ter sofrido apenas 4 derrotas esta temporada, as opções do treinador, o estilo de jogo e a maneira como encara os adversários não estão a agradar aos portistas. Estes já pediram várias vezes a sua saída. Muitas críticas foram excessivas, mas algumas são bem legítimas...


Falemos apenas das opções relativas a jogadores. Com centrais de topo como Maicon e Martins Indi à disposição, como é que Lopetegui consegue dar mais minutos a Marcano que já provou ser banal, talvez um dos piores centrais do FC Porto na última década. Já para não falar do estatuto de capitão de Maicon que, para muitos, está entre os melhores centrais da atualidade. Pelo menos, um dos mais completos será. A dupla Maicon/Martins Indi já várias provas de que oferece uma segurança defensiva de alto nível, mas mesmo assim Lopetegui parece preferir o compatriota.

Outra questão que me causa alguma perplexidade é o estranho caso Imbula. À semelhança de Casillas, o FC Porto teria alguma pressão para apostar neles pelo inventimento a que obrigaram. Sendo verdade que, numa equipa de topo, com exigências máximas, não deve haver protegidos, também temos de reconhecer que só podemos exigir o máximo rendimento do jogador se ele desempenhar as funções a que está habituado. Imbula é 6 e raramente jogou nessa posição com Julen Lopetegui que sempre viu nele um 8. O internacional francês gosta de recuperar a bola, estar com ela nos pés e correr com a mesma, desequilibrando a organização defensiva adversária, o que pode servir de fator surpresa.

Rúben Neves, curiosamente um jogador lançado pelo técnico basco com apenas 17 anos e subcapitão neste FC Porto, não conseguido assumir um papel de destaque com Lopetegui. Este é outro facto que me causa estranheza, visto que Rúben Neves gosta de ter bola e tem uma qualidade de passe acima da média. Tem tudo o que um 6 deve ter no estilo de jogo do treinador, mas este tem optado por Danilo que é um trinco puro e não sabe sair com a bola a jogar.

Não podendo fugir ao facto de que Tello está a fazer uma época muito fraca, Lopetegui tem, no entanto, dado inúmeras oportunidades ao extremo espanhol. O problema não é as oportunidades que Lopetegui lhe proporciona, é o facto de o lançar em momentos de jogo difíceis para as caraterísticas o ex-Barcelona ou contra adversários muito fechados que defendem com muita gente, oferecendo pouco espaço. Por um lado, Tello é um extremo muito explosivo que finaliza muito bem. Por outro lado, tem uma capacidade de drible muito limitada e cruza um pouco aleatoriamente. Por culpa da má gestão de Lopetegui, o rendimento de Tello tem sido medíocre e o jogador está claramente sem confiança. Não discuto a utilidade deste atleta, mas está claro que se deve apostar nele em jogos em que o FC Porto tem pela frente um adversário poderoso que o obriga a muitos contra-ataques ou então em momentos do jogo em que a linha defensiva contrária esteja alta.

Estas são as principais críticas ao treinador do FC Porto. Há outras questões que poderiam ser levantadas. O porquê de Evandro e Varela, jogadores experientíssimos que interpretam bem a filosofia de jogo, jogarem tão pouco ou mesmo do não aproveitamento da importância que Sérgio Oliveira, através do seu ADN FC Porto, poderia ter na equipa portista são algumas delas. Respeito estas decisões apenas pelo facto de existirem várias boas opções para os lugares destes jogadores que Lopetegui tem preferido.

1 comentario:

  1. Maicon e Indi, centrais de topo, Marcano, tosco?
    Então, e as pézadas dos primeiros em determinados jogos importantes?

    Ruben Neves não tem jogado a 6? O 6 na camisola é só para inglês ver?
    Quando muito, o que se pode criticar é jogarem, o Ruben e o Danilo, um ao lado do outro...

    Enfim, nem sei porque perdi tempo a fazer este comentário...

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