martes, 27 de septiembre de 2016

Sporting dominador, FC Porto com mais soluções, mas Benfica lidera



Jornal de Notícias
Nova época, velho líder e o top-4 do costume. Decorridas seis jornadas, o Benfica comanda a Primeira Liga com 16, seguido do Sporting com 15 e do FC Porto e do Braga com 13. Que balanço podemos fazer deste primeiro terço da primeira volta?

A tabela classificativa diz-nos, para já, que os encarnados estão a ser os mais fortes até ao momento. Além de terem mais pontos, são - a par do Sporting - o melhor ataque e - a par do FC Porto - a melhor defesa. Em 6 jornadas, até já tiveram 4 deslocações. Podemos considerar que a vitória caseira contra o rival Braga (3-1) foi um excelente resultado. Fora da Luz, o Benfica só conhece o sabor da vitória. As vítimas foram o Chaves, o Arouca, o Nacional e o Tondela, 4 equipas que lutam pela permanência nesta liga. A equipa de Rui Vitória apenas regista um resultado negativo: empate em casa com o Setúbal. Diria que este Benfica tem cumprido, mas ainda não existem motivos para euforias.

Tal como na época passada, a equipa que melhor futebol tem praticado no início desta temporada tem sido o Sporting. Com ainda 3 campeões europeus no onze base, os pupilos de Jorge Jesus têm mostrado a sua superioridade em relação aos seus adversários, exceto o Rio Ave. Poucos dias depois de quase ter conseguido um brilharete no Santiago Bernabeu, o Sporting perdeu por 3-1 em Vila do Conde, numa partida em que foi banalizado por uma equipa com personalidade.

Com a chegada de um novo treinador, o FC Porto passou a ter uma nova filosofia de jogo, assim como uma gestão diferente do plantel. Numa fase em que a equipa precisa de se encontrar, estas mudanças constantes não se têm revelado benéficas para a equipa. No entanto, há apenas um resultado verdadeiramente comprometedor até ao momento a registar para a Liga frente ao Tondela, visto que a derrota em Alvalade é desculpável porque se trata de um super-Sporting. Sem razões para dramas, é necessário encontrar uma base de 6-7 jogadores que formaria a espinha dorsal, o que não é fácil quando se tem um plantel tão rico em opções de qualidade.

Os Gverreiros do Minho não quiseram assumir-se como candidatos ao título. Como tal, a menor regularidade da equipa de José Peseiro não é - para já - preocupante. Até já registaram um triunfo precioso em Guimarães (1-0). No entanto, correndo claramente por fora em relação aos lugares da Champions, terá de ter cuidado com a prestação dos rivais Vitória Sport Clube e Rio Ave Futebol Clube que, ao contrário do Braga, não terá de se preocupar com competições europeias e têm 10 pontos conquistados até ao momento.Os Gverreiros do Minho não quiseram assumir-se como candidatos ao título. Como tal, a menor regularidade da equipa de José Peseiro não é - para já - preocupante. Até já registaram um triunfo precioso em Guimarães. No entanto, correndo claramente por fora em relação aos lugares da Champions, terá de ter cuidado com a prestação dos rivais Vitória Sport Clube e Rio Ave Futebol Clube que, ao contrário do Braga, não terá de se preocupar com competições europeias.

miércoles, 4 de mayo de 2016

Como fazer um Leicester português em condições "low cost"?


O Leicester acabou de confirmar o maior conto de fadas da história do futebol. Um dos clubes mais pobres da Premier League sagrou-se campeão nacional pela primeira vez... e a duas jornadas do fim! Seria possível isso acontecer em Portugal? 

martes, 1 de marzo de 2016

Quem tem mais hipóteses de ser campeão?


Desporto Sapo
É inegável que o futebol é uma modalidade imprevisível - principalmente o português -, mas vamos supor que os 4 primeiros da Liga NOS vencem os seus jogos em casa. Quais são as contas dos candidatos ao título/Champions nas últimas 10 jornadas, considerando nos jogos fora?

miércoles, 24 de febrero de 2016

Euro 2016: convocatória mais difícil de sempre?

Record
A pouco mais de 3 meses do Euro 2016, Fernando Santos está a preparar a lista de selecionáveis que, de semana para semana, não para de aumentar. Ao contrário da opinião generalizada dos portugueses, não há memória de uma fornada tão talentosa como a atual. O nosso setor mais forte é o meio campo, mas os anteriores selecionadores têm dado demasiada importância ao setor defensivo. Não será esta uma boa altura para mudar de mentalidade?

jueves, 18 de febrero de 2016

Quais são as possibilidades do Sporting em Leverkusen?


O Sporting perdeu, esta quinta-feira, em casa por 1-0 com o Bayer Leverkusen, terceiro classificado da Bundesliga, dando um passo atrás rumo aos oitavos da Liga Europa. Jesus manteve-se coerente e poupou vários jogadores nesta partida. Agora só há uma solução: vencer em Leverkusen. E que hipóteses têm os leões nesta altura?

jueves, 21 de enero de 2016

Porque é que cada jogo da Premier rende 13,2 milhões contra apenas 1,7 milhões em Portugal?

Jornal de Negócios

A centralização dos direitos televisivos faz "magia" e só os portugueses é que não querem entender isso. A Liga NOS passou a ser este ano a única liga do top-10 do Ranking da UEFA a não adotar a centralização. Os clubes - principalmente os grandes - continuam a apostar em negócios paralelos em vez de deixar a Liga fazer esse trabalho. Até 2028, Liga NOS não deverá ultrapassar o bolo de 200 milhões em direitos televisivos, enquanto a Premier League já vai em 2200 milhões de euros...


Para percebermos como existe uma disparidade desta natureza, temos de recuar até 1992. Nessa altura, os clubes ingleses reuniram-se com o intuito de fazer da Premier League uma competição apelativa, o que depois resulta em receitas impensáveis para todos os clubes. O primeiro contrato conseguido foi de 250 milhões de euros por um período de 5 temporadas, o que dá, em média, um bolo de 50 milhões. Em 1997, a Premier League celebrou um novo contrato que significou um aumento exponencial face ao anterior. O bolo de 50 milhões passou a ser de 217 por ano. A partir de 2001, os contratos começaram a fazer-se por triénios e a Premier League terá um bolo de cerca de 2200 milhões nas próximas 3 temporadas. Uma verdadeira loucura!

martes, 19 de enero de 2016

Proposta para alteração dos critérios para a Bola de Ouro

Globo Esporte

Lionel Messi é o mais recente vencedor da FIFA Ballon d'Or 2015 (Bola de Ouro). Como se sabe, este prémio é individual e o astro argentino conseguiu levantar novamente este prémio sem ter conseguido ser, por exemplo, o melhor marcador de nenhuma das competições em que esteve envolvido no último ano civil. Os critérios e o processo de votação da FIFA já motivaram vários escândalos na última década. Por isso, o Barboville Blog apresenta através do presente artigo uma proposta que diminiu o grau de subjetividade e dá mais importância à parte objetiva.

Golos 
  • Champions League x 5 
  • Copa Libertadores x 5 
  • Mundial ou Euro x 5 
  • Liga do top-5 do Ranking da UEFA x 5 
  • Brasil x 5 
  • Argentina x 3 
  • MLS x 3 
  • Liga entre 6-10 do Ranking da UEFA x 3 
  • Liga Europa x 3 
  • Outras Ligas x 1 
  • Fase qualificação Seleções x 1 
Percentagem de golos na respetiva equipa: 10-20% (20 pontos), 20-40% (50 pontos), 40-70% (100 pontos) e mais 70% (200 pontos) 

Especial GR (clean sheet): a partir de 10 jogos dá 100 pontos, a partir daí cada jogo sem sofrer golos dá 100 pontos 

Asistências 
  • Champions League x 3 
  • Copa Libertadores x 3 
  • Mundial ou Euro x 3 
  • Liga do top-5 do Ranking da UEFA x 3 
  • Brasil x 3 
  • Argentina x 1 
  • MLS x 1 
  • Liga entre 6-10 Europa x 1 
  • Liga Europa x 1 
  • Outras Ligas x 0,5 
  • Fase qualificação Seleções x 0,5 
Votação Online para todos: atleta com maior número de votos obtém 500 pontos, outros obtêm uma pontuação consoante a percentagem a menos conseguida em relação ao mais votado 

Votação de selecionadores e capitães: cada um escolhe 3 atletas: 3 pontos atribuídos ao primeiro, 2 ao segundo e um ao terceiro

jueves, 7 de enero de 2016

As opções inexplicáveis de Lopetegui num momento de grande contestação

Record
Depois de uma época e meia ao serviço do FC Porto, Julen Lopetegui está a viver um dos piores momentos da carreira. Apesar de ter sofrido apenas 4 derrotas esta temporada, as opções do treinador, o estilo de jogo e a maneira como encara os adversários não estão a agradar aos portistas. Estes já pediram várias vezes a sua saída. Muitas críticas foram excessivas, mas algumas são bem legítimas...

miércoles, 6 de enero de 2016

FCPorto-Rio Ave: Antevisão

Scoopnest.com
O Futebol Clube do Porto recebe, esta quarta-feira, o Rio Ave, a contar para a 16ª jornada da Liga NOS. Depois de terem perdido a liderança para o Sporting, os Dragões terão pela frente uma das equipas que praticam melhor futebol em Portugal. Imbula é novidade na convocatória portista, em que Tello não consta. O Rio Ave, que vem de uma derrota surpreendente frente ao Tondela, está algo condicionado para este jogo.

martes, 29 de diciembre de 2015

O que significam estes 457,5 milhões trocado por miúdos?


FC Porto celebrou, na madrugada do passado sábado para domingo, o maior negócio da história do futebol português com a Altice / PT. O acordo será válido por 10 épocas e irá render 457,5 milhões de euros durante esse período. Numa altura em que a centralização dos direitos da Primeira Liga passaram à história, este compromisso abrange igualmente a questão publicitária:


1. Contrato entre julho 2018 e junho 2028 para a cedência de 170 jogos no Dragão (17 por época)
2. Direito de transmissão do Porto Canal de janeiro 2016 a junho 2028 (possibilidade de exclusividade MEO?)
3. Patrocinador principal do clube de janeiro 2016 a junho 2023

O negócio rende aos cofres portistas, em média, cerca de 45,75 milhões por ano. Se fosse repartido pelas 3 partes supra-enumeradas, seriam mais de 15 milhões por cada um destes parâmetros. No entanto, não será esse o caso. O mercado publicitário permite uma receita para uma marca como o FC Porto que se situará entre os 7 e os 12 milhões de euros / ano para o caso do patrocinador oficial. Tampouco se prevê um investimento avultado no direito de transmitir o Porto Canal. Será, no máximo, 2 a 3 milhões por cada temporada.

Portanto, depreende-se que a verba que a PT ofereceu apenas pelos direitos de transmissão dos jogos no Dragão para a Liga nunca será inferior a 30 milhões de euros. Teremos de aguardar pelos desenvolvimentos deste negócio histórico, mas também já se especula que a PT poderá avançar com um novo canal de desporto que fará concorrência à Sport TV.

viernes, 11 de diciembre de 2015

Depois do fracasso europeu, Lopetegui deve continuar?

Fonte: UEFA
Tudo se conjugou para que 4 jogos bons do FC Porto (suficientes para vencer) não fossem suficientes para seguir em frente na Liga dos Campeões que deve ser sempre o principal objetivo para um clube desta dimensão. O fracasso começou com o golo irregular do Dínamo nos descontos em Kiev e culminou nos dois últimos jogos, ambos abaixo das expectativas. Com arbitragens corretas, o FC Porto teria passado, mas este Lopetegui à altura das adversidade e do clube que representa?

Por muito boas que sejam as estatísticas do treinador basco (como analisamos num dos artigos mais recentes), não há volta a dar. Lopetegui tem ideias de jogo muito interessantes, constrói equipas organizadas e sólidas, mas é demasiado persistente em certas opções e, sobretudo, não tem noção da dimensão do clube que representa.

Observando apenas os números, é difícil perceber como Lopetegui é muito mais "odiado" que Jesualdo Ferreira ou Vítor Pereira, sendo colocado, por alguns, ao nível de Víctor Fernández ou Paulo Fonseca. Por isso, a impaciência com Lopetegui só pode ter muito a ver com a maneira como rompeu com a identidade do clube. 

O tratamento inaceitável que teve com dois ídolos como Josué e Quaresma, a aposta cega em jogadores emprestados sem opção de compra (Casemiro e Óliver, a contratação de vários espanhóis de segunda ou terceira linha (Adrián, Bueno, Campaña, José Ángel, Marcano e Andrés) e a rotatividade foram opções bastante ousadas. Constituem demasiados motivos para uma massa adepta, que viu o clube atingir o topo seguindo um caminho totalmente diferente, não dar muita margem de erro.

Só assim é que se compreende como um treinador é muito criticado logo após o primeiro desaire e como a paciência se esgota totalmente após a segunda derrota em todas as competições. O que agrava ainda mais é a maneira como estas derrotas foram consentidas. Uma vez mais, Lopetegui não respeitou a grandeza do clube e jogou sem personalidade nestes dois jogos completamente decisivos. Tal como na época passada, Lopetegui falhou essencialmente nos jogos decisivos. Raramente conseguiu dar a volta a situações adversas e nos jogos decisivos então tem metido os pés pelas mãos. 

É, por isso, que Julen Lopetegui, um técnico com uma capacidade de recrutamento de grandes jogadores e com ideias de jogo muito interessantes, está condenado à saída do comando técnico dos portistas, mantendo a tradição de fracasso de treinadores espanhóis. É uma questão de tempo...

sábado, 5 de diciembre de 2015

Proença não assume derrota. Que trunfos pode ter a favor da centralização?

Fonte: Banif

O acordo milionário entre o Benfica e a NOS, celebrado esta quarta-feira, deitou por terra a centralização dos direitos televisivos da Primeira Liga, segundo a imprensa nacional. No entanto, o comunicado da Liga não assume para já a derrota numa questão que era uma das principais bandeiras do presidente Pedro Proença. Entrando no caminho da especulação, que trunfos poderá ter? 

A partir do momento em que a Liga de Clubes não detém os direitos de transmissão dos jogos — como é o caso —, basta que um clube faça um negócio paralelo para que a centralização vá por água abaixo. Portanto, partindo do princípio que a Primeira Liga é apenas uma competição, teremos mesmo que esquecer a centralização dos direitos televisivos.

No entanto, existem sempre possibilidades para tudo e — ainda que pareça absurdo — a Primeira Liga pode perfeitamente ter duas competições. Seria o caminho possível de Pedro Proença para a centralização. Por outras palavras, os clubes que fechassem negócio com um canal ou uma operadora formavam uma competição e os restantes formariam a tal Primeira Liga com centralização dos direitos televisivos. A questão dos apuramentos para a UEFA e as descidas poderiam ser resolvidos com liguilhas no fim dessas competições.

Parece naturalmente absurdo por ser inédito, mas também somos a única liga no top-10 do Ranking da UEFA que não tem os direitos televisivos centralizados. Esta possibilidade pode ser um trunfo para o atual presidente da Liga que vê a sua posição bastante fragilizada depois do negócio Benfica/NOS. Nem que seja como ameaça ou até bluff para o Benfica ceder na questão da centralização que tanto sucesso tem gerado nos outros campeonatos europeus. 

Vamos supor que FC Porto, Braga e Sporting não assinam nenhum acordo com uma operadora ou um canal, a força do Pedro Proença seria significativa no sentido de fazer o Benfica ceder na questão da centralização dos direitos televisivos. Havendo as tais duas competições, o Benfica teria de construir a sua própria competição (chamo-lhe Liga NOS), mas dificilmente conseguiria convidar equipas que oferecessem competitividade à mesma. Ainda que conseguisse algumas da Primeira Liga...

Num cenário muito mais pessimista (e pouco provável), existe a possibilidade de FC Porto, Braga e Sporting dizerem não à centralização, chegando a acordo com alguma entidade. Nesse caso, a Liga de Clubes teria poucos trunfos para fazer face a esta questão, porque a tal outra competição careceria de alguma qualidade para poder valorizar-se a nível internacional. Só perdendo todas as grandes potências é que a Liga não teria interesse numa centralização dos direitos televisivos.

Uma simulação de um cenário com as tais duas competições (uma sem e outra com centralização):

Liga NOS: Benfica, Setúbal, Feirense, Nacional, Chaves, Arouca, Gil Vicente, Farense, Portimonense e Penafiel (distribuição não equitativa) (bolo de 58 milhões: 40 para o Benfica e, em média, 2 milhões para os outros)

Primeira Liga: FC Porto, Sporting, Braga, Marítimo, Paços, Rio Ave, Estoril, Boavista, Belenenses e Vitória de Guimarães (distribuição equitativa: ou todos ganham o mesmo ou a diferença entre o mais rico e o mais pobre é de 2 para 1) (bolo inicial de 200 milhões com aumento exponencial nos anos seguintes: em média, 20 milhões para cada clube)

jueves, 3 de diciembre de 2015

Negócio de 400 milhões com a NOS não é bom para o futebol português... nem para o Benfica!

Fonte: Desporto Sapo

O "pensar pequeno" português é, por vezes, difícil de entender. O negócio de 40 milhões/época, acordado entre Benfica e NOS, para a venda dos direitos televisivos é espetacular para o futebol português e para o próprio Benfica? 


Claro que não! Em primeiro lugar, devemos analisar os contornos deste negócio. Ainda não existe nenhuma confirmação oficial, mas sabe-se que os 40 milhões não apenas relativos aos direitos de transmissão dos jogos do Benfica em casa. O Benfica receberá 15 milhões pelo exclusivo BTV na plataforma NOS e 25 pelos próprios direitos. Agora, a minha pergunta é a seguinte: O bicampeão do quinto campeonato mais forte do mundo comprometer-se a ganhar 25 milhões por ano pelos próprios direitos é algo positivo? Se olharmos para as outras ligas de topo, facilmente percebemos que não. Basta ver as receitas da Segunda Liga Inglesa. O campeão recebe cerca de 50 milhões de euros e, com o novo acordo assinado recentemente, estes valores subirão nos próximos anos.

Em segundo lugar, questiono-me como é que um negócio paralelo com um contrato de 10 anos pode ser positivo para o futebol português. A NOS vai oferecer outros 40/ano para ao FC Porto, outros 40 para o Sporting, pelo menos metade desse valor para o Braga e por aí fora? Fala-se numa cláusula em que FC Porto e Sporting receberiam até 80% desse valor, mas alguém acredita que estes clubes vão concordar com isso? Graças a este negócio da China, a vontade de Pedro Proença de centralizar os direitos cai por terra e continuamos a assistir de braços cruzados à luta de poderes no futebol português, rejeitando, por completo, a distribuição equitativa por todos os clubes.

Publico este texto na sequência do último Mais Bastidores — até conta com dois comentadores que aprecio bastante —, em que este negócio foi muito elogiado.

domingo, 29 de noviembre de 2015

Será que há motivo para despedir Lopetegui?

A opinião dos portistas é praticamente unânime: Lopetegui não tem condições para continuar no comando técnico. Há vários aspetos que têm sido postos em causa na maneira de trabalhar do treinador basco. Saídas de jogadores à Porto como Quaresma ou Josué, pouca verticalidade no jogo, rotatividade excessiva, qualidade duvidosa de alguns espanhóis e falhar em jogos decisivos são motivos de grande impaciência nesta afición exigente que vê numa derrota em 17 jogos a gota de água. Justifica-se?

Não sei se Lopetegui é o treinador perfeito neste momento para o Futebol Clube do Porto, mas as estatísticas provam que este não é certamenente do pior que por cá passou. Os números não enganam e muitos irão criticar esta comparação, mas a verdade é que até Mourinho campeão europeu não fez muito melhor.

Falemos apenas das épocas completas do Special One. Na primeira época, Mourinho estava na pouco prestigiante Taça UEFA, somou 41 vitórias, 7 empates e 5 derrotas num total de 53 jogos. Marcou 118 golos e sofreu 38. Na segunda, saiu 38 vezes vitorioso, empatou 12 vezes e perdeu também 5 jogos, num total de 55 partidas oficiais. Marcou 98 e sofreu 36.

Lopetegui tem apenas uma época completa. Logo na época de estreia, sem qualquer experiência prévia de Liga nem de Champions, somou 36 triunfos, 11 empates e 5 derrotas em 52 jogos oficiais. Marcou 113 golos e sofreu apenas 33. Nesta temporada, conta já com 17 jogos: 12 vitórias, 4 empates e apenas uma derrota. Marcou até ao momento 32 golos e sofreu 10.

Se compararmos as épocas completas, vemos que Mourinho e Lopetegui têm números muito similares no que toca a estatísticas. Por um lado, sabemos que Mourinho conquistou 2 Ligas, 1 Taça UEFA, 1 Champions e 1 Supertaça nesse período e que Lopetegui não foi capaz de conquistar nenhuma das 4 provas em que estava inserido. Por outro lado, devemos reconhecer que a Liga Portuguesa está incomparavelmente mais forte agora em comparação com o período 2002-2004 e as competições europeias também estão bem mais competitivas.

miércoles, 25 de noviembre de 2015

E se Vitória ficar a sorrir durante a paragem de inverno?

Noticiasaominuto.com

O futebol dá muitas voltas, esta época está a ser emocionante para os grandes clubes do nosso país. Sporting, Benfica e agora até o FC Porto já passaram por momentos de tensão e de instabilidade. Apenas o Braga pode falar de tranquilidade neste momento, já que continua dentro dos objetivos em todas as competições.


O Sporting (com apenas 3 derrotas até ao momento) foi eliminado da Liga dos Campeões em agosto, caindo para a pouco prestigiante Liga Europa, competição que tem desvalorizado e corre sérios riscos de não seguir em frente. No entanto, é líder da Liga NOS, conquistou a Supertaça e ainda está inserido nas restantes competições nacionais.

Quanto aos Encarnados, perderam a Supertaça, estão já a 8 pontos do líder do campeonato, foram eliminados da Taça de Portugal, mas estão praticamente apurados para os oitavos da Champions, a competição mais importante de todas.

O Futebol Clube do Porto, a equipa com o plantel mais forte e mais caro em Portugal, ainda está presente em todas as competições. Está a fazer um bom campeonato, onde ainda não perdeu qualquer jogo, apesar de estar em segundo lugar. Na Liga dos Campeões, tudo se complicou por causa de um jogo para esquecer em casa frente ao Dínamo de Kiev, deixando de ser a única equipa invicta na Europa esta temporada. Partindo do princípio que o Maccabi acabará o grupo sem qualquer ponto, o FCPorto dirá adeus à prova máxima, caso não vença em Stamford Bridge. Seria uma proeza inédita...

Posto isto, chegámos à conclusão de que Rui Vitória - apesar das suas 6 derrotas em 17 jogos - até agora não falhou no que mais importa. Já Jorge Jesus foi eliminado da Champions pelo CSKA de Moscovo (embora não nos possamos esquecer que o Sporting foi "roubado" nos dois jogos) e Lopetegui pode ter deitado tudo a perder num jogo em que um ponto em casa bastava.


lunes, 26 de octubre de 2015

Rui Vitória está a prazo?

O balanço do Benfica de Rui Vitória até ao momento é o seguinte: 12 jogos, 7 vitórias e 5 derrotas. Muito se tem falado na fragilidade da posição do novo treinador benfiquista, tendo o resultado pesado no dérbi frente ao Sporting alimentado as opiniões pessimistas. No entanto, reconhecendo que os resultados não são animadores, não vejo razão para dramatismos.

Se é verdade que o Benfica tem 5 derrotas, também temos de reconhecer que os jogos tinham um elevado grau de dificuldade. Duas delas foram com o Sporting, uma no Dragão, outra no Estádio do Galatasaray e a menos aceitável de todas foi frente ao Arouca que estava motivado no primeiro lugar depois de uma brilhante vitória fora em Moreira de Cónegos. 

Os resultados de Rui Vitória não são, de facto, brilhantes. À exceção do triunfo extraordinário em Madrid frente ao Atlético e a vitória arrancada a ferros diante do Vianense, o Benfica perdeu sempre fora. Em casa, ganhou sempre à exceção do último jogo. No entanto, não nos esqueçamos da dificuldade que a equipa teve para vencer Estoril, Moreirense e Astana. Já com Belenenses e Paços, que têm excelentes planteis, o Benfica conseguiu vencer com brilhantismo.

Que análise podemos fazer deste início de época? O Benfica é capaz do melhor e do pior. Parte da explicação poderá residir no desequilíbrio a nível tático. Se o 4-2-4 com Jorge Jesus conseguia ser organizado e equilibrado a nível defensivo, com Rui Vitória as compensações não têm saído tão bem. O outro motivo poderá ter a ver com a inexperiência de alguns jogadores e algum défice de qualidade no banco de suplentes. Embora o potencial dos seus jogadores mais jovens seja grande, o equilíbrio tático, a organização defensiva e a experiência dos jogadores em certos momentos podem ser determinantes nos jogos grandes.

Na minha opinião, o culpado nunca devia ser Rui Vitória. O investimento no plantel foi demasiado baixo para uma equipa que se assume candidata ao título. O projeto de Luís Filipe Vieira para os próximos anos de apostar nos jogadores da formação, que tem gerado um grande investimento por parte do clube, é muito interessante, mas tem de ser feito de forma gradual e pode levar o seu tempo. Como tal, penso que o trabalho do antigo treinador do Vitória de Guimarães tem de ser encarado como um projeto a médio/longo prazo. Assumir a candidatura ao título significa uma pressão excessiva e injusta sobre o técnico, podendo afetar igualmente o rendimento dos jogadores.

jueves, 22 de octubre de 2015

Quais são as contas para as próximas jornadas na UEFA?


A terceira jornada foi boa para Portugal nas competições europeias. Em 5 jogos, 4 equipas venceram e apenas o Benfica perdeu. No entanto, os encarnados já tinham vencido nas primeiras duas jornadas e continuam em excelente posição para seguir em frente. Está, neste momento, tudo em aberto para os 5 clubes. Quais são as probabilidades de nos apurarmos?

O Futebol Clube do Porto tem 7 pontos. Terá dois jogos fora e um em casa. A probabilidade de vencer fora o Maccabi Tel-Aviv e em casa o Dínamo de Kiev é alta. Faria 13 pontos, mais do que suficientes para o apuramento. E apenas o afastará do primeiro lugar se o Chelsea vencer os restantes jogos, entre os quais o jogo com o FC Porto que terá de vencer por um resultado igual ou superior a 1-0.

O Benfica tem 6 pontos. Tem agora 2 jogos em casa e um fora. 12 pontos chegarão para passar. Existem 2 hipóteses muito plausíveis: ou o Benfica vence, pelo menos, em casa o Galatasaray e o Astana fora ou então vence, pelo menos, os dois jogos em casa. Se o Benfica vencer os próximos dois jogos que estão claramente ao alcance, um empate com o Atlético bastará para vencer este grupo.

O Braga tem 9 pontos. Uma vitória garante o apuramento, mas um empate poderá bastar na próxima jornada. Se o Slovan não perder com o Groningen, o Braga garantirá o apuramento se empatar em Marselha.

O Belenenses tem 4 pontos. Está no grupo mais exigente e mais baralhado de todos. Os próximos dois jogos são em casa e o Belenenses tem boas condições para os vencer. Se isso acontecer, fará 10 pontos. A Fiorentina, a equipa mais forte deste grupo, está em último com 3 pontos. A formação italiana terá de vencer os próximos dois jogos em Poznan e Basileia. Se isso acontecer, o Belenenses estará apurado.

O Sporting tem 4 pontos. As contas não estão a correr em favor dos Leões, mas, como se sabe, a equipa de Jorge Jesus é claramente mais forte que os seus adversários. Se estiver ao seu melhor nível, vence os últimos 3 jogos e estará apurado. Se vencer o Skenderbeu fora e o Besiktas em casa (tem a obrigação de o conseguir), fará 10 pontos. Se depois perder na Rússia na última jornada, estará dependente do resultado do Besiktas já na próxima jornada frente ao Lokomotiv e na última jornada com o Skenderbeu que os turcos provavelmente vencerão. O ideal seria, portanto, o Besiktas não ganhar em casa frente ao Lokomotiv na próxima jornada.

Recorde-se que Portugal nunca conseguiu ter 5 clubes em prova depois do Natal. Terá este ano uma boa oportunidade de o conseguir.

sábado, 3 de octubre de 2015

Cabo Verde podia ter uma seleção de topo mundial

A globalização e o poder económico está a ditar as leis do mercado e o futebol não foge à regra. Devido a essas circunstâncias, muitas seleções africanas têm perdido muito do seu talento para as poderosas seleções europeias, principalmente quando se trata de um antigo país colonizador. Haverá muitos outros casos, mas Cabo Verde é uma das principais vítimas.

martes, 29 de septiembre de 2015

Portugal pode perder um clube na Champions na época 2017-2018

A Bola
Nos últimos anos, nada fazia prever que Portugal baixasse do quinto lugar do Ranking da UEFA, mas as inesperadas fracas prestações da última temporada colocaram o futebol português em alerta. Portugal foi recentemente ultrapassado pela França e a Rússia também está perto.

Ao contrário do que seria necessário, esta época não arrancou nada bem para Portugal. O Vitória de Guimarães foi surpreendido pelo modesto Altach na pré-eliminatória da Liga Europa e o Sporting foi eliminado pelo CSKA de Moscovo graças a um "roubo" monumental que fica para a história do futebol.

Com a queda do Sporting para a Liga Europa, Portugal perdeu automaticamente 4 pontos de bónus para o concorrente direto Rússia, o que se traduz em 0.666 em coeficiente. Se a diferença atual é de 1.900, o apuramento sportinguista signficaria uma diferença de 3.232 para os russos. E a França, que tem atualmente apenas 0.167, passaria a ter um atraso de 0.499 para Portugal.

A verdade é que o Sporting está na Liga Europa, onde a motivação é claramente diferente. Basta observar o onze que Jorge Jesus apresentou em casa frente ao Lokomotiv de Moscovo. Os Leões defrontam, esta quinta-feira, o Besiktas. Uma derrota na Turquía poderá colocar o Sporting numa posição muito delicada para passar à fase seguinte. Tendo em conta que se trata de um dos favoritos à conquista da competição, seria dramático para o Ranking uma saída tão precoce.

Portugal tem, neste momento, 5 equipas ainda em prova na UEFA. Se Braga, FCPorto e Benfica têm presença praticamente assegurada nas provas da UEFA depois do Natal, Belenenses terá de medir forças com Fiorentina e Basileia para se manter em competição. 

Rússia e França dispõem ambos de todas as equipas em prova. Os russos têm ainda a vantagem de ter de dividir os pontos por apenas 5 clubes. É altamente provável que Zenit e CSKA continuem em prova, Rubin Kazan e Krasnodar também terão as suas hipóteses. O Lokomotiv poderá depender da prestação do Sporting. Do lado francês, é provável que, pelo menos, 3 continuem em prova.

A prestação portuguesa terá de ser, portanto, de qualidade esta época, se quisermos manter 3 clubes na Liga dos Campeões a partir da época 2017-2018.

miércoles, 23 de septiembre de 2015

Existe salvação para a Briosa?

O Jogo
A Académica está a viver uma das fases mais difíceis dos últimos anos. 5 jogos, 5 derrotas e apenas 1 golo marcado. Números poucos animadores para o longo campeonato que ainda falta disputar. José Viterbo já deixou o comando e o novo treinador da Académica começará logo com 3 jornadas altamente complicadas frente a Rio Ave, Marítimo e Vitória de Guimarães. O que é que está a correr mal?

Em primeiro lugar, o plantel é um dos mais fracos da Liga NOS. Se olharmos para os habituais titulares, os nomes mais sonantes são João Real, Nii Plange, Emídio Rafael, Obiorah, Leandro Silva, Bouadla, Rui Pedro e Gonçalo Paciência. Além disso, ainda conta com os experientes Fernando Alexandre e Nuno Piloto. Não é um onze de luxo, mas pode-se dizer que se pode construir uma equipa competitiva com estes elementos. No entanto, as segundas e terceiras escolhas - muitas delas - são constituídas por jogadores com pouca experiência de Primeira Liga.

Em segundo lugar, o 4x3x3 não está a favorecer as caraterísticas dos seus desequilibradores. Os principais são Bouadla e Rui Pedro. O argelino rende mais a 10 puro ou descaído para o lado esquerdo do ataque. Com Viterbo, vinha a jogar na posição mais adiantada do miolo, tendo que participar com frequência nas ações defensivas. Trata-se de um jogador que precisa de liberdade criativa. Quanto a Rui Pedro, tem jogado numa das alas, embora acredito que renda mais no apoio ao ponta de lança ou ao lado dele.

Em último lugar, é inacreditável como Gonçalo Paciência não é um titularíssimo nesta equipa. Trata-se de um avançado que faz falta a qualquer clube. Poderia formar um ataque de qualidade com Rui Pedro e Bouadla nas costas. No meio campo, apostaria em mais elementos e com mais músculo e resistência.

Tendo como base estas considerações, concluo que o melhor onze base da Académica poderia ser o seguinte: Trigueira; Nii Plange, Ricardo Nascimento, João Real, Emídio Rafael; Fernando Alexandre, Obiorah, Leandro Silva, Bouadla; Rui Pedro e Gonçalo Paciência.

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