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martes, 18 de agosto de 2015

Reestruturação do futebol português: a ideia base (com ilustrações)

Imagem de Capa do Facebook Oficial de Pedro Proença
O Barboville Blog apresentou, há mais de um ano, uma proposta para uma reestruturação do futebol português que é vantajosa para todos os clubes. O modelo, que está a ser fortemente divulgado, implica alterações a nível da estrutura dos formatos competitivos das competições organizadas pela Liga de Clubes, dos regulamentos de inscrição de atletas, dos direitos televisivos e da calendarização. 

A sugestão passa por uma Primeira Liga com 24 clubes e uma Segunda Liga com 28. Para garantir a sustentabilidade de tantas equipas, ambas as competições seriam disputadas em duas fases. Uma fase de campeonato regional e outra nacional. A regional consistiria numa Liga Norte e noutra Liga Sul. Os 12 clubes (14 clubes no caso da Segunda Liga) geograficamente mais a Norte integrariam a Liga Norte e as restantes ficariam na Liga Sul. Os seis primeiros classificados das Ligas Norte e Sul da Primeira Liga apuram-se diretamente para a Liga Elite que formam uma nova competição também de 12 equipas. Na Segunda Liga, seriam os sete primeiros das Ligas Norte e Sul a integrar a Liga Elite, composta por 14 equipas à semelhança da primeira fase. Aqueles que não conseguem um lugar na Liga de Elite passam a competir no Campeonato da Manutenção que conta com o mesmo número de clubes.

Quanto ao calendário, a época oficial começaria logo no início de agosto (ou no final de julho) com a Supertaça num dia a meio da semana em função dos interesses dos clubes envolvidos. Tanto a primeira fase como a segunda, terá uma grande novidade para os considerados jogos grandes aquando do sorteio do calendário destas competições. Os jogos entre os cinco clubes mais cotados na época anterior serão disputados sempre a meio da semana. A primeira fase teria lugar de agosto a novembro, enquanto a segunda fase começaria logo no início de dezembro e terminaria a finais de maio.

No que diz respeito às restantes taças nacionais, passaria a não haver Taça da Liga para diminuir a sobrecarga de jogos. A Taça de Portugal continuaria com eliminatórias a uma mão (também a meia final) e a final disputar-se-ia no Estádio Nacional. No entanto, a novidade seria o apuramento direto do top-8 da Primeira Liga da época anterior para os oitavos de final da prova. Dentro da mesma lógica, as equipas que se encontram entre o nono e o décimo-sexto lugar apurar-se-iam diretamente para os dezasseisavos. As restantes equipas inscritas para a Taça de Portugal integrariam o sorteio mediante o sistema de cabeças de série, em que o clube de escalão inferior jogaria sempre em casa, numa regra válida para o resto da competição.



Quanto ao regulamento, há uma pequena alteração que o Barboville Blog sugere no que diz respeito aos jogadores inscritos. Seguindo um modelo semelhante ao da Premier League, os clubes (as equipas B não contam neste particular) teriam de obedecer a uma quota de inscrição de jogadores portugueses com idade de sénior. A quota sugerida é de 20 jogadores portugueses. Todos os clubes inscreveriam, portanto, 20 ou mais atletas lusos que tenham 19 anos ou que completem o 19° aniversário nesse mesmo ano. O objetivo é dar a possibilidade a um grande número de atletas portugueses de competir e incentivar os clubes a terem uma equipa B ou até mesmo C, que tantos resultados positivos tem dado às nossas seleções.

Porquê um modelo tão complexo? 

Existem várias razões para a defesa deste modelo de reestruturação. A receita de direitos televisivos está, neste momento, muito aquém daquilo que deveria ser, pretende-se criar um calendário que favoreça os participantes nas provas da UEFA, tudo tem de ser feito para as assistências aumentarem, além de outros motivos. Explicaremos algumas destas questões no próximo artigo.

miércoles, 12 de agosto de 2015

Como internacionalizar a Primeira Liga?

A imagem de capa da página Facebook de Pedro Proença
A recente tomada de posse de Pedro Proença na presidência da Liga de Clubes trouxe um novo paradigma ao futebol português: a internacionalização. Parece ser um conceito de que nenhum dirigente anterior se tinha lembrado ou pelo menos muito pouco foi feito até ao momento nesse sentido. Estamos na altura certa para investir nela.

Já há algum tempo que o Barboville Blog defende o investimento na promoção da Primeira Liga para posterior venda aos canais desportivos no estrangeiro. A receita de todos os clubes, mas especialmente os mais pequenos, está muito dependente desta questão.

Para isso, é necessário criar condições para que o produto "Primeira Liga" seja interessante para o resto do planeta. Melhorar a qualidade deste produto implica vários fatores. Por um lado, precisamos de melhorar o espetáculo dentro das quatro linhas, e por outro, é obrigatório haver uma flexibilidade nos horários dos jogos.

O que é melhorar o espetáculo dentro das quatro linhas? Atletas de renome que chamem à atenção, competitividade, ritmo de jogo relativamente elevado, assistências nos estádios muito boas e uma arbitragem o mínimo pressionada possível são as questões fulcrais neste processo.

Quanto aos horários dos jogos, devemos procurar não competir com ligas que, neste momento, conseguem obter uma maior visibilidade. Portanto, criar um modelo competitivo que obrigue a disputa de jogos grandes a meio da semana para evitar sobreposição com outros grandes jogos europeus seria uma solução bastante simples e de sucesso garantido.

Tudo se torna mais fácil se houver centralização dos direitos televisivos. Neste momento, há 2 canais a fazer cobertura dos jogos da Primeira Liga, nomeadamente BTV e Sport TV. No entanto, Luís Filipe Vieira já se manifestou disponível para uma eventual centralização.

lunes, 7 de julio de 2014

Alargamento para 24 clubes sem 2 fases e ninguém desce?


Há coisas realmente incríveis... A Segunda Liga tinha tudo para ser uma competição de grande interesse com o modelo com duas fases, onde iriam haver muitos dérbis, viagens curtas e mais receitas de bilheteira. No entanto, recentemente a Liga decidiu ter mais uma decisão desastrosa: alargou para 24 clubes, manteve o modelo habitual e pior do que isso... ninguém desceu!


O Atlético Clube de Portugal ficou em último lugar na época passada, mas não desceu porque foi repescado à última hora. Não faria muito mais sentido repescar o Benfica de Castelo Branco que foi o quarto melhor clube do Campeonato Nacional de Seniores, uma competição nacional com 80 clubes? Que competitividade e credibilidade garante o segundo escalão do futebol português se existe a hipótese de ninguém descer?

O alargamento para 24 clubes era obviamente positivo, mas apenas no caso de haver zona norte e zona sul é que este modelo se tornaria interessante em termos económicos e competitivos. No entanto, existem muitos interesses nesta organização liderada por Mário Figueiredo. Recorde-se que o Futebol Clube do Porto não participou na votação para a entrada em vigor do modelo com duas fases. Para quando a demissão do presidente da Liga?

Como seria a Segunda Liga com algum bom senso?

Zona Norte: Beira-Mar, Aves, Chaves, Freamunde, Leixões, Feirense, Académico, Oliveirense, FCPorto, Braga, Trofense e Guimarães
Zona Sul: Farense, União da Madeira, Covilhã, Santa Clara, Benfica Castelo Branco!, Olhanense, Oriental, Benfica, Sporting, Marítimo e Tondela

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