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viernes, 11 de diciembre de 2015

Depois do fracasso europeu, Lopetegui deve continuar?

Fonte: UEFA
Tudo se conjugou para que 4 jogos bons do FC Porto (suficientes para vencer) não fossem suficientes para seguir em frente na Liga dos Campeões que deve ser sempre o principal objetivo para um clube desta dimensão. O fracasso começou com o golo irregular do Dínamo nos descontos em Kiev e culminou nos dois últimos jogos, ambos abaixo das expectativas. Com arbitragens corretas, o FC Porto teria passado, mas este Lopetegui à altura das adversidade e do clube que representa?

Por muito boas que sejam as estatísticas do treinador basco (como analisamos num dos artigos mais recentes), não há volta a dar. Lopetegui tem ideias de jogo muito interessantes, constrói equipas organizadas e sólidas, mas é demasiado persistente em certas opções e, sobretudo, não tem noção da dimensão do clube que representa.

Observando apenas os números, é difícil perceber como Lopetegui é muito mais "odiado" que Jesualdo Ferreira ou Vítor Pereira, sendo colocado, por alguns, ao nível de Víctor Fernández ou Paulo Fonseca. Por isso, a impaciência com Lopetegui só pode ter muito a ver com a maneira como rompeu com a identidade do clube. 

O tratamento inaceitável que teve com dois ídolos como Josué e Quaresma, a aposta cega em jogadores emprestados sem opção de compra (Casemiro e Óliver, a contratação de vários espanhóis de segunda ou terceira linha (Adrián, Bueno, Campaña, José Ángel, Marcano e Andrés) e a rotatividade foram opções bastante ousadas. Constituem demasiados motivos para uma massa adepta, que viu o clube atingir o topo seguindo um caminho totalmente diferente, não dar muita margem de erro.

Só assim é que se compreende como um treinador é muito criticado logo após o primeiro desaire e como a paciência se esgota totalmente após a segunda derrota em todas as competições. O que agrava ainda mais é a maneira como estas derrotas foram consentidas. Uma vez mais, Lopetegui não respeitou a grandeza do clube e jogou sem personalidade nestes dois jogos completamente decisivos. Tal como na época passada, Lopetegui falhou essencialmente nos jogos decisivos. Raramente conseguiu dar a volta a situações adversas e nos jogos decisivos então tem metido os pés pelas mãos. 

É, por isso, que Julen Lopetegui, um técnico com uma capacidade de recrutamento de grandes jogadores e com ideias de jogo muito interessantes, está condenado à saída do comando técnico dos portistas, mantendo a tradição de fracasso de treinadores espanhóis. É uma questão de tempo...

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