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sábado, 5 de diciembre de 2015

Proença não assume derrota. Que trunfos pode ter a favor da centralização?

Fonte: Banif

O acordo milionário entre o Benfica e a NOS, celebrado esta quarta-feira, deitou por terra a centralização dos direitos televisivos da Primeira Liga, segundo a imprensa nacional. No entanto, o comunicado da Liga não assume para já a derrota numa questão que era uma das principais bandeiras do presidente Pedro Proença. Entrando no caminho da especulação, que trunfos poderá ter? 

A partir do momento em que a Liga de Clubes não detém os direitos de transmissão dos jogos — como é o caso —, basta que um clube faça um negócio paralelo para que a centralização vá por água abaixo. Portanto, partindo do princípio que a Primeira Liga é apenas uma competição, teremos mesmo que esquecer a centralização dos direitos televisivos.

No entanto, existem sempre possibilidades para tudo e — ainda que pareça absurdo — a Primeira Liga pode perfeitamente ter duas competições. Seria o caminho possível de Pedro Proença para a centralização. Por outras palavras, os clubes que fechassem negócio com um canal ou uma operadora formavam uma competição e os restantes formariam a tal Primeira Liga com centralização dos direitos televisivos. A questão dos apuramentos para a UEFA e as descidas poderiam ser resolvidos com liguilhas no fim dessas competições.

Parece naturalmente absurdo por ser inédito, mas também somos a única liga no top-10 do Ranking da UEFA que não tem os direitos televisivos centralizados. Esta possibilidade pode ser um trunfo para o atual presidente da Liga que vê a sua posição bastante fragilizada depois do negócio Benfica/NOS. Nem que seja como ameaça ou até bluff para o Benfica ceder na questão da centralização que tanto sucesso tem gerado nos outros campeonatos europeus. 

Vamos supor que FC Porto, Braga e Sporting não assinam nenhum acordo com uma operadora ou um canal, a força do Pedro Proença seria significativa no sentido de fazer o Benfica ceder na questão da centralização dos direitos televisivos. Havendo as tais duas competições, o Benfica teria de construir a sua própria competição (chamo-lhe Liga NOS), mas dificilmente conseguiria convidar equipas que oferecessem competitividade à mesma. Ainda que conseguisse algumas da Primeira Liga...

Num cenário muito mais pessimista (e pouco provável), existe a possibilidade de FC Porto, Braga e Sporting dizerem não à centralização, chegando a acordo com alguma entidade. Nesse caso, a Liga de Clubes teria poucos trunfos para fazer face a esta questão, porque a tal outra competição careceria de alguma qualidade para poder valorizar-se a nível internacional. Só perdendo todas as grandes potências é que a Liga não teria interesse numa centralização dos direitos televisivos.

Uma simulação de um cenário com as tais duas competições (uma sem e outra com centralização):

Liga NOS: Benfica, Setúbal, Feirense, Nacional, Chaves, Arouca, Gil Vicente, Farense, Portimonense e Penafiel (distribuição não equitativa) (bolo de 58 milhões: 40 para o Benfica e, em média, 2 milhões para os outros)

Primeira Liga: FC Porto, Sporting, Braga, Marítimo, Paços, Rio Ave, Estoril, Boavista, Belenenses e Vitória de Guimarães (distribuição equitativa: ou todos ganham o mesmo ou a diferença entre o mais rico e o mais pobre é de 2 para 1) (bolo inicial de 200 milhões com aumento exponencial nos anos seguintes: em média, 20 milhões para cada clube)

martes, 18 de agosto de 2015

Reestruturação do futebol português: a ideia base (com ilustrações)

Imagem de Capa do Facebook Oficial de Pedro Proença
O Barboville Blog apresentou, há mais de um ano, uma proposta para uma reestruturação do futebol português que é vantajosa para todos os clubes. O modelo, que está a ser fortemente divulgado, implica alterações a nível da estrutura dos formatos competitivos das competições organizadas pela Liga de Clubes, dos regulamentos de inscrição de atletas, dos direitos televisivos e da calendarização. 

A sugestão passa por uma Primeira Liga com 24 clubes e uma Segunda Liga com 28. Para garantir a sustentabilidade de tantas equipas, ambas as competições seriam disputadas em duas fases. Uma fase de campeonato regional e outra nacional. A regional consistiria numa Liga Norte e noutra Liga Sul. Os 12 clubes (14 clubes no caso da Segunda Liga) geograficamente mais a Norte integrariam a Liga Norte e as restantes ficariam na Liga Sul. Os seis primeiros classificados das Ligas Norte e Sul da Primeira Liga apuram-se diretamente para a Liga Elite que formam uma nova competição também de 12 equipas. Na Segunda Liga, seriam os sete primeiros das Ligas Norte e Sul a integrar a Liga Elite, composta por 14 equipas à semelhança da primeira fase. Aqueles que não conseguem um lugar na Liga de Elite passam a competir no Campeonato da Manutenção que conta com o mesmo número de clubes.

Quanto ao calendário, a época oficial começaria logo no início de agosto (ou no final de julho) com a Supertaça num dia a meio da semana em função dos interesses dos clubes envolvidos. Tanto a primeira fase como a segunda, terá uma grande novidade para os considerados jogos grandes aquando do sorteio do calendário destas competições. Os jogos entre os cinco clubes mais cotados na época anterior serão disputados sempre a meio da semana. A primeira fase teria lugar de agosto a novembro, enquanto a segunda fase começaria logo no início de dezembro e terminaria a finais de maio.

No que diz respeito às restantes taças nacionais, passaria a não haver Taça da Liga para diminuir a sobrecarga de jogos. A Taça de Portugal continuaria com eliminatórias a uma mão (também a meia final) e a final disputar-se-ia no Estádio Nacional. No entanto, a novidade seria o apuramento direto do top-8 da Primeira Liga da época anterior para os oitavos de final da prova. Dentro da mesma lógica, as equipas que se encontram entre o nono e o décimo-sexto lugar apurar-se-iam diretamente para os dezasseisavos. As restantes equipas inscritas para a Taça de Portugal integrariam o sorteio mediante o sistema de cabeças de série, em que o clube de escalão inferior jogaria sempre em casa, numa regra válida para o resto da competição.



Quanto ao regulamento, há uma pequena alteração que o Barboville Blog sugere no que diz respeito aos jogadores inscritos. Seguindo um modelo semelhante ao da Premier League, os clubes (as equipas B não contam neste particular) teriam de obedecer a uma quota de inscrição de jogadores portugueses com idade de sénior. A quota sugerida é de 20 jogadores portugueses. Todos os clubes inscreveriam, portanto, 20 ou mais atletas lusos que tenham 19 anos ou que completem o 19° aniversário nesse mesmo ano. O objetivo é dar a possibilidade a um grande número de atletas portugueses de competir e incentivar os clubes a terem uma equipa B ou até mesmo C, que tantos resultados positivos tem dado às nossas seleções.

Porquê um modelo tão complexo? 

Existem várias razões para a defesa deste modelo de reestruturação. A receita de direitos televisivos está, neste momento, muito aquém daquilo que deveria ser, pretende-se criar um calendário que favoreça os participantes nas provas da UEFA, tudo tem de ser feito para as assistências aumentarem, além de outros motivos. Explicaremos algumas destas questões no próximo artigo.

miércoles, 12 de agosto de 2015

Como internacionalizar a Primeira Liga?

A imagem de capa da página Facebook de Pedro Proença
A recente tomada de posse de Pedro Proença na presidência da Liga de Clubes trouxe um novo paradigma ao futebol português: a internacionalização. Parece ser um conceito de que nenhum dirigente anterior se tinha lembrado ou pelo menos muito pouco foi feito até ao momento nesse sentido. Estamos na altura certa para investir nela.

Já há algum tempo que o Barboville Blog defende o investimento na promoção da Primeira Liga para posterior venda aos canais desportivos no estrangeiro. A receita de todos os clubes, mas especialmente os mais pequenos, está muito dependente desta questão.

Para isso, é necessário criar condições para que o produto "Primeira Liga" seja interessante para o resto do planeta. Melhorar a qualidade deste produto implica vários fatores. Por um lado, precisamos de melhorar o espetáculo dentro das quatro linhas, e por outro, é obrigatório haver uma flexibilidade nos horários dos jogos.

O que é melhorar o espetáculo dentro das quatro linhas? Atletas de renome que chamem à atenção, competitividade, ritmo de jogo relativamente elevado, assistências nos estádios muito boas e uma arbitragem o mínimo pressionada possível são as questões fulcrais neste processo.

Quanto aos horários dos jogos, devemos procurar não competir com ligas que, neste momento, conseguem obter uma maior visibilidade. Portanto, criar um modelo competitivo que obrigue a disputa de jogos grandes a meio da semana para evitar sobreposição com outros grandes jogos europeus seria uma solução bastante simples e de sucesso garantido.

Tudo se torna mais fácil se houver centralização dos direitos televisivos. Neste momento, há 2 canais a fazer cobertura dos jogos da Primeira Liga, nomeadamente BTV e Sport TV. No entanto, Luís Filipe Vieira já se manifestou disponível para uma eventual centralização.

Arquívo