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martes, 27 de septiembre de 2016

Sporting dominador, FC Porto com mais soluções, mas Benfica lidera



Jornal de Notícias
Nova época, velho líder e o top-4 do costume. Decorridas seis jornadas, o Benfica comanda a Primeira Liga com 16, seguido do Sporting com 15 e do FC Porto e do Braga com 13. Que balanço podemos fazer deste primeiro terço da primeira volta?

A tabela classificativa diz-nos, para já, que os encarnados estão a ser os mais fortes até ao momento. Além de terem mais pontos, são - a par do Sporting - o melhor ataque e - a par do FC Porto - a melhor defesa. Em 6 jornadas, até já tiveram 4 deslocações. Podemos considerar que a vitória caseira contra o rival Braga (3-1) foi um excelente resultado. Fora da Luz, o Benfica só conhece o sabor da vitória. As vítimas foram o Chaves, o Arouca, o Nacional e o Tondela, 4 equipas que lutam pela permanência nesta liga. A equipa de Rui Vitória apenas regista um resultado negativo: empate em casa com o Setúbal. Diria que este Benfica tem cumprido, mas ainda não existem motivos para euforias.

Tal como na época passada, a equipa que melhor futebol tem praticado no início desta temporada tem sido o Sporting. Com ainda 3 campeões europeus no onze base, os pupilos de Jorge Jesus têm mostrado a sua superioridade em relação aos seus adversários, exceto o Rio Ave. Poucos dias depois de quase ter conseguido um brilharete no Santiago Bernabeu, o Sporting perdeu por 3-1 em Vila do Conde, numa partida em que foi banalizado por uma equipa com personalidade.

Com a chegada de um novo treinador, o FC Porto passou a ter uma nova filosofia de jogo, assim como uma gestão diferente do plantel. Numa fase em que a equipa precisa de se encontrar, estas mudanças constantes não se têm revelado benéficas para a equipa. No entanto, há apenas um resultado verdadeiramente comprometedor até ao momento a registar para a Liga frente ao Tondela, visto que a derrota em Alvalade é desculpável porque se trata de um super-Sporting. Sem razões para dramas, é necessário encontrar uma base de 6-7 jogadores que formaria a espinha dorsal, o que não é fácil quando se tem um plantel tão rico em opções de qualidade.

Os Gverreiros do Minho não quiseram assumir-se como candidatos ao título. Como tal, a menor regularidade da equipa de José Peseiro não é - para já - preocupante. Até já registaram um triunfo precioso em Guimarães (1-0). No entanto, correndo claramente por fora em relação aos lugares da Champions, terá de ter cuidado com a prestação dos rivais Vitória Sport Clube e Rio Ave Futebol Clube que, ao contrário do Braga, não terá de se preocupar com competições europeias e têm 10 pontos conquistados até ao momento.Os Gverreiros do Minho não quiseram assumir-se como candidatos ao título. Como tal, a menor regularidade da equipa de José Peseiro não é - para já - preocupante. Até já registaram um triunfo precioso em Guimarães. No entanto, correndo claramente por fora em relação aos lugares da Champions, terá de ter cuidado com a prestação dos rivais Vitória Sport Clube e Rio Ave Futebol Clube que, ao contrário do Braga, não terá de se preocupar com competições europeias.

martes, 29 de diciembre de 2015

O que significam estes 457,5 milhões trocado por miúdos?


FC Porto celebrou, na madrugada do passado sábado para domingo, o maior negócio da história do futebol português com a Altice / PT. O acordo será válido por 10 épocas e irá render 457,5 milhões de euros durante esse período. Numa altura em que a centralização dos direitos da Primeira Liga passaram à história, este compromisso abrange igualmente a questão publicitária:


1. Contrato entre julho 2018 e junho 2028 para a cedência de 170 jogos no Dragão (17 por época)
2. Direito de transmissão do Porto Canal de janeiro 2016 a junho 2028 (possibilidade de exclusividade MEO?)
3. Patrocinador principal do clube de janeiro 2016 a junho 2023

O negócio rende aos cofres portistas, em média, cerca de 45,75 milhões por ano. Se fosse repartido pelas 3 partes supra-enumeradas, seriam mais de 15 milhões por cada um destes parâmetros. No entanto, não será esse o caso. O mercado publicitário permite uma receita para uma marca como o FC Porto que se situará entre os 7 e os 12 milhões de euros / ano para o caso do patrocinador oficial. Tampouco se prevê um investimento avultado no direito de transmitir o Porto Canal. Será, no máximo, 2 a 3 milhões por cada temporada.

Portanto, depreende-se que a verba que a PT ofereceu apenas pelos direitos de transmissão dos jogos no Dragão para a Liga nunca será inferior a 30 milhões de euros. Teremos de aguardar pelos desenvolvimentos deste negócio histórico, mas também já se especula que a PT poderá avançar com um novo canal de desporto que fará concorrência à Sport TV.

sábado, 5 de diciembre de 2015

Proença não assume derrota. Que trunfos pode ter a favor da centralização?

Fonte: Banif

O acordo milionário entre o Benfica e a NOS, celebrado esta quarta-feira, deitou por terra a centralização dos direitos televisivos da Primeira Liga, segundo a imprensa nacional. No entanto, o comunicado da Liga não assume para já a derrota numa questão que era uma das principais bandeiras do presidente Pedro Proença. Entrando no caminho da especulação, que trunfos poderá ter? 

A partir do momento em que a Liga de Clubes não detém os direitos de transmissão dos jogos — como é o caso —, basta que um clube faça um negócio paralelo para que a centralização vá por água abaixo. Portanto, partindo do princípio que a Primeira Liga é apenas uma competição, teremos mesmo que esquecer a centralização dos direitos televisivos.

No entanto, existem sempre possibilidades para tudo e — ainda que pareça absurdo — a Primeira Liga pode perfeitamente ter duas competições. Seria o caminho possível de Pedro Proença para a centralização. Por outras palavras, os clubes que fechassem negócio com um canal ou uma operadora formavam uma competição e os restantes formariam a tal Primeira Liga com centralização dos direitos televisivos. A questão dos apuramentos para a UEFA e as descidas poderiam ser resolvidos com liguilhas no fim dessas competições.

Parece naturalmente absurdo por ser inédito, mas também somos a única liga no top-10 do Ranking da UEFA que não tem os direitos televisivos centralizados. Esta possibilidade pode ser um trunfo para o atual presidente da Liga que vê a sua posição bastante fragilizada depois do negócio Benfica/NOS. Nem que seja como ameaça ou até bluff para o Benfica ceder na questão da centralização que tanto sucesso tem gerado nos outros campeonatos europeus. 

Vamos supor que FC Porto, Braga e Sporting não assinam nenhum acordo com uma operadora ou um canal, a força do Pedro Proença seria significativa no sentido de fazer o Benfica ceder na questão da centralização dos direitos televisivos. Havendo as tais duas competições, o Benfica teria de construir a sua própria competição (chamo-lhe Liga NOS), mas dificilmente conseguiria convidar equipas que oferecessem competitividade à mesma. Ainda que conseguisse algumas da Primeira Liga...

Num cenário muito mais pessimista (e pouco provável), existe a possibilidade de FC Porto, Braga e Sporting dizerem não à centralização, chegando a acordo com alguma entidade. Nesse caso, a Liga de Clubes teria poucos trunfos para fazer face a esta questão, porque a tal outra competição careceria de alguma qualidade para poder valorizar-se a nível internacional. Só perdendo todas as grandes potências é que a Liga não teria interesse numa centralização dos direitos televisivos.

Uma simulação de um cenário com as tais duas competições (uma sem e outra com centralização):

Liga NOS: Benfica, Setúbal, Feirense, Nacional, Chaves, Arouca, Gil Vicente, Farense, Portimonense e Penafiel (distribuição não equitativa) (bolo de 58 milhões: 40 para o Benfica e, em média, 2 milhões para os outros)

Primeira Liga: FC Porto, Sporting, Braga, Marítimo, Paços, Rio Ave, Estoril, Boavista, Belenenses e Vitória de Guimarães (distribuição equitativa: ou todos ganham o mesmo ou a diferença entre o mais rico e o mais pobre é de 2 para 1) (bolo inicial de 200 milhões com aumento exponencial nos anos seguintes: em média, 20 milhões para cada clube)

jueves, 3 de diciembre de 2015

Negócio de 400 milhões com a NOS não é bom para o futebol português... nem para o Benfica!

Fonte: Desporto Sapo

O "pensar pequeno" português é, por vezes, difícil de entender. O negócio de 40 milhões/época, acordado entre Benfica e NOS, para a venda dos direitos televisivos é espetacular para o futebol português e para o próprio Benfica? 


Claro que não! Em primeiro lugar, devemos analisar os contornos deste negócio. Ainda não existe nenhuma confirmação oficial, mas sabe-se que os 40 milhões não apenas relativos aos direitos de transmissão dos jogos do Benfica em casa. O Benfica receberá 15 milhões pelo exclusivo BTV na plataforma NOS e 25 pelos próprios direitos. Agora, a minha pergunta é a seguinte: O bicampeão do quinto campeonato mais forte do mundo comprometer-se a ganhar 25 milhões por ano pelos próprios direitos é algo positivo? Se olharmos para as outras ligas de topo, facilmente percebemos que não. Basta ver as receitas da Segunda Liga Inglesa. O campeão recebe cerca de 50 milhões de euros e, com o novo acordo assinado recentemente, estes valores subirão nos próximos anos.

Em segundo lugar, questiono-me como é que um negócio paralelo com um contrato de 10 anos pode ser positivo para o futebol português. A NOS vai oferecer outros 40/ano para ao FC Porto, outros 40 para o Sporting, pelo menos metade desse valor para o Braga e por aí fora? Fala-se numa cláusula em que FC Porto e Sporting receberiam até 80% desse valor, mas alguém acredita que estes clubes vão concordar com isso? Graças a este negócio da China, a vontade de Pedro Proença de centralizar os direitos cai por terra e continuamos a assistir de braços cruzados à luta de poderes no futebol português, rejeitando, por completo, a distribuição equitativa por todos os clubes.

Publico este texto na sequência do último Mais Bastidores — até conta com dois comentadores que aprecio bastante —, em que este negócio foi muito elogiado.

martes, 18 de agosto de 2015

Reestruturação do futebol português: a ideia base (com ilustrações)

Imagem de Capa do Facebook Oficial de Pedro Proença
O Barboville Blog apresentou, há mais de um ano, uma proposta para uma reestruturação do futebol português que é vantajosa para todos os clubes. O modelo, que está a ser fortemente divulgado, implica alterações a nível da estrutura dos formatos competitivos das competições organizadas pela Liga de Clubes, dos regulamentos de inscrição de atletas, dos direitos televisivos e da calendarização. 

A sugestão passa por uma Primeira Liga com 24 clubes e uma Segunda Liga com 28. Para garantir a sustentabilidade de tantas equipas, ambas as competições seriam disputadas em duas fases. Uma fase de campeonato regional e outra nacional. A regional consistiria numa Liga Norte e noutra Liga Sul. Os 12 clubes (14 clubes no caso da Segunda Liga) geograficamente mais a Norte integrariam a Liga Norte e as restantes ficariam na Liga Sul. Os seis primeiros classificados das Ligas Norte e Sul da Primeira Liga apuram-se diretamente para a Liga Elite que formam uma nova competição também de 12 equipas. Na Segunda Liga, seriam os sete primeiros das Ligas Norte e Sul a integrar a Liga Elite, composta por 14 equipas à semelhança da primeira fase. Aqueles que não conseguem um lugar na Liga de Elite passam a competir no Campeonato da Manutenção que conta com o mesmo número de clubes.

Quanto ao calendário, a época oficial começaria logo no início de agosto (ou no final de julho) com a Supertaça num dia a meio da semana em função dos interesses dos clubes envolvidos. Tanto a primeira fase como a segunda, terá uma grande novidade para os considerados jogos grandes aquando do sorteio do calendário destas competições. Os jogos entre os cinco clubes mais cotados na época anterior serão disputados sempre a meio da semana. A primeira fase teria lugar de agosto a novembro, enquanto a segunda fase começaria logo no início de dezembro e terminaria a finais de maio.

No que diz respeito às restantes taças nacionais, passaria a não haver Taça da Liga para diminuir a sobrecarga de jogos. A Taça de Portugal continuaria com eliminatórias a uma mão (também a meia final) e a final disputar-se-ia no Estádio Nacional. No entanto, a novidade seria o apuramento direto do top-8 da Primeira Liga da época anterior para os oitavos de final da prova. Dentro da mesma lógica, as equipas que se encontram entre o nono e o décimo-sexto lugar apurar-se-iam diretamente para os dezasseisavos. As restantes equipas inscritas para a Taça de Portugal integrariam o sorteio mediante o sistema de cabeças de série, em que o clube de escalão inferior jogaria sempre em casa, numa regra válida para o resto da competição.



Quanto ao regulamento, há uma pequena alteração que o Barboville Blog sugere no que diz respeito aos jogadores inscritos. Seguindo um modelo semelhante ao da Premier League, os clubes (as equipas B não contam neste particular) teriam de obedecer a uma quota de inscrição de jogadores portugueses com idade de sénior. A quota sugerida é de 20 jogadores portugueses. Todos os clubes inscreveriam, portanto, 20 ou mais atletas lusos que tenham 19 anos ou que completem o 19° aniversário nesse mesmo ano. O objetivo é dar a possibilidade a um grande número de atletas portugueses de competir e incentivar os clubes a terem uma equipa B ou até mesmo C, que tantos resultados positivos tem dado às nossas seleções.

Porquê um modelo tão complexo? 

Existem várias razões para a defesa deste modelo de reestruturação. A receita de direitos televisivos está, neste momento, muito aquém daquilo que deveria ser, pretende-se criar um calendário que favoreça os participantes nas provas da UEFA, tudo tem de ser feito para as assistências aumentarem, além de outros motivos. Explicaremos algumas destas questões no próximo artigo.

domingo, 22 de febrero de 2015

Porquê quase sempre BEN(e)FIC(i)A(dos)?


A Liga NOS desta temporada tem sido marcada pela competitividade e elevada qualidade das equipas, mas há um pormenor que está a manchar um produto que poderia ser um sucesso de exportação: a clara tendência da arbitragem para o Benfica. 

Já não há maneira de negar que o Benfica não merece estar em primeiro lugar. Nem sequer se trata de sorte, trata-se de erros de arbitragem claramente premeditados. Quando a equipa de Jorge Jesus está em dificuldades, por casualidade aparece um penálti ou uma expulsão a prejudicar o adversário. Na dúvida, anula-se o golo à equipa adversária, mas quando é o inverso já é validado.

Estamos perante uma situação gravíssima que só faz mal ao futebol português, mas também... ao próprio Benfica.

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